Taça Sul-Americana: Independiente contra desclassificação

9 set 2025, 11:31
Jogadores do Independiente leem comunicado após desclassificação da Taça sul-americana (vídeo/X)

Jogadores juntaram-se e leram comunicado porque consideram a decisão injusta e responsabilizam os adeptos da Universidad de Chile

O Independiente, clube argentino que foi desclassificado da Taça Sul-Americana após os seus adeptos terem sido responsabilizados pela interrupção do encontro da segunda mão dos oitavos de final frente à Universidad de Chile, devido aos confrontos entre adeptos de ambas as equipas, manifestou forte indignação contra a decisão da CONMEBOL e pediu solidariedade aos demais clubes argentinos.

Iván Marcone, acompanhado de dois colegas de equipa e com o restante plantel a assistir, leu uma declaração oficial em que considerou «injusta» a desclassificação.

«A injustiça é o sentimento que nos invade. Não tivemos a oportunidade de nos conseguirmos qualificar dentro de campo», confessou.

O jogador referiu que os adeptos visitantes que foram ao estádio com intenção de provocar, agora devem estar a celebrar, uma vez que os incidentes resultaram na qualificação para a fase seguinte da competição. Os confrontos entre adeptos no Estádio Libertadores da América provocou 22 feridos e mais de 100 detidos, a maioria chilenos.

Marcone destacou que a decisão de retirar o Independiente da competição e permitir o avanço da equipa chilena é «perigosa para o futebol». Já Federico Mancuello, expressou a frustração e sugeriu alternativas mais justas, como a desclassificação de ambos os clubes ou a conclusão dos 45 minutos restantes da partida.

«Beneficiar apenas uma das partes transmite uma mensagem perigosa diante da gravidade da violência. Por isso, pedimos o apoio dos clubes e jogadores argentinos, pois este precedente pode ameaçar o futuro de uma competição justa», afirmou.

A divulgação da mensagem aconteceu poucos dias após a CONMEBOL confirmar a exclusão do clube da Taça Sul-Americana, medida que gerou forte repúdio da direção do Independiente. Em comunicado, o clube acusou a confederação sul-americana de tomar uma decisão política, favorecendo «estruturas privadas com as quais é mais fácil firmar acordos, negócios e benefícios futuros».

Como forma de protesto, o emblema argentino exigiu que todas as referências ao clube sejam retiradas do museu da Conmebol e que os objetos cedidos à entidade sejam devolvidos.

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