«A casa era nojenta e cheirava a urina», diz filha de Maradona

16 abr 2025, 00:12
Dalma Maradona (EPA/Juan Ignacio Roncoroni)

Dalma Maradona criticou as condições em que o pai estava e garantiu que a família tinha pouca influência nas decisões dos médicos

A filha mais velha de Diego Maradona disse esta terça-feira em tribunal que a casa onde a antiga estrela argentina morreu, em Tigre, a norte de Buenos Aires, era «nojenta» e «cheirava a urina».

«O lugar era nojento, cheirava a urina e a cama que lá havia era nojenta. Havia um banheiro portátil, um painel colocado nas janelas para que não houvesse luz e uma porta de correr. O quarto era horrível», afirmou Dalma Maradona, uma das duas filhas resultantes da relação de Maradona com Claudia Villafañe, ao depor em Buenos Aires, no julgamento dos profissionais de saúde acusados de negligência no falecimento do seu pai.

«Não havia casa de banho por perto e a cozinha era nojenta. Não tenho provas de que alguém estivesse encarregue da limpeza», disse ainda a filha de Maradona, que também apontou que a casa não oferecia as condições que os profissionais clínicos haviam prometido quando optaram por interná-lo no domicílio e não num centro hospitalar.

Dalma lamentou ainda ter confiado na palavra no neurocirurgião Leopoldo Luque, que não terá cumprido a hospitalização domiciliária prometida, sendo apontado como uma das pessoas que dificultaram o contacto do antigo futebolista com a sua família aquando da morte. «Disseram-nos que estava tudo bem e sob controle, mas não nos deixaram entrar [em casa], pelo que não pudemos confirmar se isso era verdade.»

A filha de Maradona garantiu também que a família não participava nas tomadas de decisão da equipa médica e tinha pouca influência sobre os procedimentos clínicos aplicados depois da operação a um hematoma na cabeça.

Em lágrimas, Dalma contou que viu o pai pela última vez no dia da sua morte, a 25 de novembro de 2020. Segundo a filha, Maradona estava coberto com um lençol e tinha «o rosto, as mãos, a barriga e o corpo muito inchados».

Víctor Stinfale, advogado e amigo de Maradona, também depôs em tribunal e questionou igualmente as condições do confinamento domiciliário, assim como o papel de Leopoldo Luque. Além disso, afirmou que os médicos «estavam preocupados com a adição de Diego e não com o seu coração».

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