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Elon Musk diz que a IA vai acabar com (todos) os nossos empregos

CNN , Samantha Murphy Kelly
27 mai, 17:53
Elon Musk (Associated Press)

Elon Musk diz que a inteligência artificial vai acabar com todos os nossos empregos e que isso não é necessariamente uma coisa má.

“Provavelmente nenhum de nós terá um emprego”, disse Musk sobre a IA numa conferência de tecnologia na semana passada.

Enquanto falava remotamente via webcam na VivaTech 2024 em Paris, Musk descreveu um futuro em que os empregos seriam “opcionais”.

“Se quisermos fazer um trabalho que seja uma espécie de passatempo, podemos fazê-lo”, afirmou Musk. “Mas, caso contrário, a IA e os robôs fornecerão todos os bens e serviços que quisermos.”

Para que esse cenário funcione, prosseguiu, era preciso haver um “alto rendimento universal” - que não deve ser confundido com rendimento básico universal (RBI), embora Musk não tenha elaborado a este respeito. (O RBI refere-se ao facto de o governo dar uma certa quantia de dinheiro a toda a gente, independentemente de quanto ganham).

“Não haveria escassez de bens ou serviços”, antecipou.

As capacidades da IA aumentaram nos últimos anos, suficientemente depressa para que os reguladores, as empresas e os consumidores ainda estejam a descobrir como utilizar a tecnologia de forma responsável. Também continuam a surgir preocupações sobre a forma como vários sectores e empregos irão mudar à medida que a IA prolifera no mercado.

Em janeiro, investigadores do Laboratório de Informática e Inteligência Artificial do MIT descobriram que os locais de trabalho estão a adotar a IA muito mais lentamente do que alguns esperavam e temiam. O estudo também afirma que a maioria dos empregos anteriormente identificados como vulneráveis à IA não eram economicamente benéficos para os empregadores automatizarem nessa altura.

Os especialistas também acreditam que muitos empregos que exigem uma elevada inteligência emocional e interação humana não precisarão de ser substituídos, como os profissionais de saúde mental, os criativos e os professores.

Musk tem falado abertamente sobre as suas preocupações relativamente à IA. Durante a palestra de quinta-feira, chamou à tecnologia o seu maior medo, citando a “Culture Book Series” de Ian Banks, um olhar utópico de uma sociedade dirigida por tecnologia avançada, como a mais realista e “a melhor visão de uma futura IA”.

No entanto, num futuro sem emprego, Musk questionou se as pessoas se sentiriam emocionalmente realizadas.

“A questão será mesmo a do significado - se o computador e os robôs puderem fazer tudo melhor do que nós, será que a nossa vida tem significado?”, questionou. “Penso que talvez ainda exista um papel para os humanos nesta questão, no sentido de podermos dar um significado à IA.”

Também usou o seu tempo de antena para pedir aos pais que limitem a quantidade de redes sociais que as crianças podem ver porque “estão a ser programadas por uma IA que maximiza a dopamina”.

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