Insolvências de empresas baixaram 19% em 2022

ECO - Parceiro CNN Portugal , António Larguesa
6 jan, 14:19
Greve do Metropolitano de Lisboa

No ano passado houve uma média mensal de 352 empresas a serem declaradas insolventes. Número de empresas constituídas aumentou cerca de 15%, sendo uma em cada três criada no distrito de Lisboa

Em 2022, as insolvências diminuíram 19% em relação ao ano anterior, para um total de 3.869, o que equivaleu a menos 901 empresas insolventes. É o registo mais baixo dos últimos três anos, de acordo com os dados da Iberinform, que calcula uma média mensal de 352 casos deste género.

Só em dois distritos houve aumentos nas insolvências – Braga (44%) e Horta (100%) -, com os maiores decréscimos percentuais, em termos homólogos, a acontecerem em Portalegre (- 38%), em Angra do Heroísmo (-35%), na Madeira (-32%) e em Viana do Castelo (-30%). Em valores absolutos lideram as regiões de Lisboa (1.035 empresas, -6,8%) e do Porto (875, -27%).

Em termos setoriais, só na eletricidade, gás e água (+5,9%) e nas telecomunicações (variação nula) é que não baixaram as insolvências, no comparativo com o ano anterior, que ainda foi marcado pela pandemia de Covid-19. O destaque vai para a diminuição dos casos na hotelaria e restauração (-22%), indústria transformadora (-22%) construção e obras públicas (-19%) e comércio de veículos (-15%).

A filial da Crédito y Caución detalha ainda, em comunicado, que as declarações requeridas por terceiros diminuíram 23% face ao ano anterior, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas decresceram 22%. Por outro lado, os encerramentos com plano de insolvência também baixaram de 51 em 2021 para 46 em 2022 (-9,8%).

Transportes e Lisboa lideram na criação de empresas

O ano que acaba de terminar foi também mais positivo do que o anterior no que toca ao empreendedorismo, com um aumento superior a 15%, para um total de 47.930 novas empresas criadas no país. Mais uma vez, lideram Lisboa e Porto em números absolutos, com a região da capital a equivaler a 35% do total de constituições.

No resto do país, só Bragança (-10%), Évora (-5,9%), Viseu (-4%) e Viana do Castelo (-0,6%) reduziram o ímpeto empreendedor no ano passado. Os aumentos nas constituições variam entre os 2,4% em Braga e os 27% em Faro, de acordo com a mesma fonte.

Finalmente, os setores em que surgiram mais novos negócios no ano passado, face ao anterior, foram os transportes (+114%), telecomunicações (+32%), hotelaria e restauração (+21%), comércio de veículos (+13%), eletricidade, gás e água (+8,5%), construção e obras públicas (+7%), comércio por grosso (+9,2%), e agricultura, caça e pesca (+0,7%).

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