Insólito: depois do futebol, Salomon Kalou vira-se para o chocolate

3 jun 2025, 18:34
Mundial 2010: Costa do Marfim vs Portugal (EPA/ROBERT GHEMENT)

Antigo futebolista, natural da Costa Marfim, espera ser bem-sucedido num «mercado difícil»

O pós-carreira torna-se, para muitos atletas, num vazio que alguns demonstram dificuldade em preencher. No caso de Salomon Kalou as raízes familiares levaram-no para o fabrico de chocolate. E, tal como o fez no futebol, espera ser bem-sucedido: «Um dia, gostaria de ver a minha marca na Waitrose, na Selfridges ou na Harrods. Seria um momento de orgulho».

Kalou decidiu dar à marca que criou o nome da terra que o viu nascer há 39 anos, Oume. «O meu tio tinha uma quinta de cacau e eu cresci lá. Depois da escola e durante os fins de semana, íamos ajudá-lo», recordou, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

Esses eram tempos bem diferentes daqueles que vive hoje. «Em criança, não me lembro de comer chocolate. Não sabia o que era, porque era caro. Era mais um privilégio de quem tinha condições de comprá-lo», contou.

Da Costa do Marfim para o mundo, o antigo avançado quer replicar com o seu chocolate o sucesso que o futebol tem no país que gerou figuras como Didier Drogba, Yaya Touré ou Sébastien Haller. E Salomon Kalou, claro.

«É um mercado difícil, sobretudo com o preço do cacau a subir devido ao calor extremo e à falta de investimento», admite, nada que o desmotive. «Um produto pode sair da Costa do Marfim e tornar-se global, tal como um futebolista pode nascer em Oume e vencer a Liga dos Campeões pelo Chelsea», comparou.

Salomon Kalou despontou nos marfinenses do ASEC Mimosas, tendo feito carreira na Europa ao serviço dos neerlandeses do Feyenoord e do Excelsior, dos ingleses do Chelsea, dos franceses do Lille e dos alemães do Hertha Berlim. Jogou ainda no Brasil, pelo Botafogo, e no Djibouti, pelo Arta Solar, onde se retirou, há duas temporadas.

Em 2021, chegou a treinar com o plantel da B SAD, mas acabou por não assinar pela equipa lisboeta.

Kalou é também o segundo melhor marcador da história da seleção da Costa do Marfim, com 24 golos, longe ainda assim do recordista Didier Drogba, que chegou aos 63 remates certeiros.

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