Covid-19: linhagem mais transmissível da Ómicron com circulação reduzida em Portugal

Agência Lusa , HCL
1 fev 2022, 19:08
Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge

Esta linhagem da Ómicron é mais mais transmissível do que a mutação original

A linhagem BA.2 da variante Ómicron, detetada pela primeira vez em Portugal no final de dezembro, tem aumentado de frequência, mas os últimos dados indiciam uma circulação comunitária reduzida, anunciou o INSA esta terça-feira.

Segundo o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2, esta linhagem BA.2 tem características genéticas semelhantes à Ómicron (BA.1) e foi detetada pela primeira vez em Portugal em amostragens aleatórias por sequenciação entre 27 de dezembro e 02 de janeiro.

A sua frequência relativa tem aumentado paulatinamente desde então, embora os dados de sequenciação obtidos até à semana de 17 a 23 de janeiro sugiram uma circulação comunitária reduzida”, adianta o documento.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, avançou que os especialistas estão atualmente a acompanhar a evolução de várias linhagens da Ómicron, incluindo a BA.2.

Na mesma ocasião, a responsável técnica da OMS para a pandemia adiantou que esta linhagem da Ómicron está a registar uma crescente circulação em países como a Dinamarca e Índia, mas salientou que os dados disponíveis sobre a sua transmissibilidade e severidade ainda são escassos.

“Temos uma boa vigilância a nível mundial para entender as subvariantes da Ómicron. Estamos a trabalhar com milhares de especialistas de todo o mundo para rastrear este vírus e suas as linhagens, incluindo BA.2, para percebermos melhor as alterações”, assegurou epidemiologista Maria Van Kerkhove.

O anúncio do INSA acontece após autoridades dinamarquesas terem concluído que a sublinhagem BA.2 da variante Ómicron é mais transmissível que a mutação original, a BA.1.

De acordo com o estudo publicado esta segunda-feira pelo Statens Serum Institut (SSI), os resultados "indicam que a rápida propagação da BA.2 pode estar relacionada com um inerente aumento da transmissibilidade desta sub-variante". Além disso, e segundo o comunicado oficial, os resultados mostram que a vacina continua a ter eficácia contra esta mutação.

Relativamente à Ómicron (BA.1), o relatório do INSA adianta que apresentou uma frequência que ultrapassou os 90% a partir do final da semana entre 3 e 9 de janeiro, mantendo-se dominante até à última semana analisada de 17 a 23 de janeiro.

“Recentemente, parte das sequências da linhagem BA.1 foram reclassificadas internacionalmente, constituindo agora a sublinhagem BA.1.1, a qual se caracteriza pela mutação adicional R346K no domínio de ligação da proteína `spike´ às células humanas”, refere o INSA.

De acordo com o INSA, a sublinhagem BA.1.1 tem circulado em Portugal desde o início de dezembro, representando já cerca de 14% das sequências analisadas entre 2 e 23 de janeiro.

Os dados de sequenciação mostram “alguma heterogeneidade” na circulação desta sublinhagem em termos regionais, destacando-se a sua maior frequência relativa na região Norte, avança o relatório do INSA.

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