REVISTA DE IMPRENSA || Apenas um em cada três estaria disposto a vendê-los se o anonimato fosse garantido
A maioria dos portugueses confia no Serviço Nacional de Saúde para proteger os seus dados pessoais, mas rejeita que essa informação seja vendida ou usada por empresas privadas, avança o Diário de Notícias que cita um estudo do ISCTE sobre partilha de dados e digitalização na saúde, financiado por fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.
Segundo o inquérito, 82% dos portugueses confiam nos médicos e 76% nos hospitais públicos na gestão de dados clínicos. Já as grandes tecnológicas, como a Apple ou a Microsoft, recolhem apenas 27% de confiança, com 41% dos inquiridos a admitir desconfiança.
A principal preocupação dos cidadãos é a segurança e a privacidade. Oito em cada dez apontam a falta de responsabilidade e de clareza no uso da informação como um risco, sendo que também são mencionadas a exclusão digital e as falhas técnicas.
A venda de dados pessoais é amplamente rejeitada: 52% discordam totalmente dessa possibilidade. Apenas um em cada três estaria disposto a vendê-los se o anonimato fosse garantido.
Apesar da desconfiança, 47% já aceitam receber receitas ou exames por via digital, mostrando abertura à inovação - desde que a segurança e a transparência sejam asseguradas.