Médio do West Ham, treinado por Nuno Espírito Santo, partilha na sua autobiografia o período difícil que viveu
Tomás Soucek veio a público abordar, sem tabus, a depressão que o afetou no outono de 2023 e que quase o fez suspender a carreira.
Aos 30 anos, o médio chego do West Ham, orientado pelo português Nuno Espírito Santo, lançou uma autobiografia e lá contou o período de «horror» que viveu e a vergonha que sentia ao falar sobre o tema. Soucek garantiu ter chegado quase ao «fundo do poço» e que o festejo que realiza cada vez que marca um golo (helicóptero) é uma demonstração de que ainda consegue «voar».
«Não estava a dormir nada. Foram dois anos de horror. Durante muito tempo, tive vergonha de falar sobre isto. Nem mesmo os meus pais sabiam que alguma coisa não estava bem, até eu decidir escrever tudo. Estava tão deprimido que cheguei a pensar terminar a carreira. Sempre fui o tipo de jogador que discute cada lance e que joga de ligadura na cabeça, mas daquela vez doía-me a alma», escreveu.
«Tornei-me o helicóptero porque, apesar dos momentos difíceis, ainda consigo voar. Sempre que marco um golo, giro os braços como se fossem hélices e elevo-me até ao céu. Pode parecer ridículo para algumas pessoas, mas quem passou por esta escuridão vai perceber-me. Adoro quando os adeptos me chamam de "helicóptero". O festejo tornou-se parte do West Ham e parte de mim», acrescentou o jogador.
Tomás Soucek está no West Ham desde a temporada 2019/20, na altura cedido por empréstimo do Slavia Praga. Ao todo fez 44 golos e 12 assistências em 254 jogos e conquistou uma Liga Conferência.