Treinador alemão apontou ao sonho do Mundial, desvalorizando as questões sobre a nacionalidade
Na primeira conferência de imprensa depois de ser anunciado como o próximo selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel desvalorizou a questão da nacionalidade e apontou à conquista do Mundial 2026.
«Continuo a ter passaporte alemão, mas tentarei provar a minha paixão pelo país, o quanto adoro morar e trabalhar cá. Estou determinado em convencer os adeptos. O objetivo para os próximos 18 meses está claro. Queremos adicionar uma segunda estrela à nossa camisola [conquistando o Mundial].»
«Entendo que os ingleses preferissem um treinador inglês. Vamos convencer os adeptos dentro de campo e com os resultados. E temos de viver com as expectativas. Devemos provar quais os nossos objetivos», referiu, na tarde desta quarta-feira.
Numa conferência de imprensa dominada por este tópico, o treinador alemão, de 51 anos, não se comprometeu a entoar o «God Save the King».
«Ainda não me decidi. O hino do Reino Unido é comovente. Independentemente da decisão que tome, mostrarei sempre respeito pelo país», vincou.
Terminado o ciclo no Bayern Munique, Tuchel revelou que guardava o desejo de regressar a Inglaterra, onde conquistou a Champions, Supertaça Europeia e Mundial de Clubes pelo Chelsea (2021).
«Foi aqui que criei as melhores memórias. Pela atitude dos adeptos e dos jogadores, que são únicos. Por isso, encontrámos uma perspetiva partilhada. Sei que há alguns troféus em falta e quero ajudar a conquistar essas provas», referiu.
Em simultâneo, o próximo selecionador de Inglaterra lembrou que este é um capítulo inédito na carreira.
«É um ritmo diferente em relação à competição de clubes. Concluímos [enquanto equipa técnica] que este é o momento ideal para potenciar esta seleção, através das rotinas dos clubes. Claro que precisaremos de sorte, sobretudo relativamente às lesões, mas estamos confiantes», prosseguiu Thomas Tuchel.
Por fim, e questionado quanto à ambição de conquistar o segundo Mundial de Inglaterra, o timoneiro alemão foi cauteloso.
«É um bom momento para assumir o cargo, porque trabalharemos durante a qualificação para o Mundial, o que ajudará nas rotinas de jogo e na comunicação com os jogadores e com a estrutura. O vínculo será de 18 meses [até julho de 2026]», argumentou.
Thomas Tuchel superou a concorrência de nove entrevistados. Em todo o caso, a federação inglesa não revelou as nacionalidades dos candidatos.
A equipa técnica de Tuchel contará com Anthony Barry, antigo médio inglês, até esta terça-feira adjunto de Roberto Martínez por Portugal.
A dupla assumirá o leme desta seleção em janeiro de 2025, fazendo a estreia na fase de qualificação para o Mundial 2026.
Até lá, em novembro, Lee Carsley fará os últimos jogos enquanto selecionador interino, na fase de grupos da Divisão B da Liga das Nações.
Os ingleses são segundos classificados no Grupo B2, com nove pontos, menos três face à Grécia. Nas penúltima ronda, os helénicos receberão a Inglaterra. Por fim, os britânicos jogarão em Wembley ante a Rep. Irlanda.
Nesta Divisão B, os primeiros classificados garantem a promoção direta. Por sua vez, os vice-líderes disputarão o play-off de subida.