Treinador do United destaca exibição da equipa, mesmo antes dos golos que permitiram a reviravolta diante do Manchester City (2-1)
Ruben Amorim considera que o Manchester United quis mais vencer o jogo do que o Manchester City, apesar dos golos da equipa de Old Trafford terem chegado apenas nos últimos instantes do dérbi, numa reviravolta que o treinador português classifica como «justa» e «fantástica», sobretudo para os adeptos.
«Três pontos. Ainda temos que fazer, mas é um resultado fantástico para os nossos adeptos. Eu vi o mesmo jogo nos primeiros 85 minutos. A nossa conversa seria diferente sem os golos, mas a exibição da equipa foi igual. Eles estiveram em jogo nos 90 minutos. Não controlámos o resultado o tempo todo, mas penso que merecemos esta vitória. Foi um bom dia para nós», destacou o treinador português na entrevista rápida à SkySports no final do jogo.
O Manchester United esteve a perder até cinco minutos do final, mas empatou o jogo numa grande penalidade convertida por Ruben Amorim e, logo a seguir, Amad Diallo marcou o golo da histórica vitória. «Já se sentia que estávamos perto de marcar. Melhorámos na nossa velocidade nas nossas investidas e tivemos oportunidades. Controlámos o ataque do City e acreditámos na ponta final. Queríamos mais quando marcámos o primeiro golo. Parabéns aos rapazes», acrescentou.
Um resultado muito importante para Ruben Amorim que ainda não esqueceu o desaire, na semana anterior, diante do Nottingham Forest de Nuno Espírito Santo. «É muito importante, mas mal o jogo acabou, lembrei-me da tempestade da semana passada. Estávamos a perder 1-3, em casa, com o Nottingham Forest e nestes dias não esqueci essa sensação de não estarmos a conseguir. Precisávamos mesmo destes três pontos», comentou.
Sem tempo para respirar, Amorim já está a pensar na visita ao Tottenham da próxima semana e, nesse sentido, lamenta a lesão de Mason Mount no dérbi deste domingo. «É mais um problema para nós. Temos muitos jogos. Temos de continuar a ganhar. Isto muda tudo se não continuarmos a ganhar. Ele [Mount] encaixa no nosso estilo. É um jogador muito bom, tanto no campo, como fora dele. Tem o carácter que queremos nesta equipa. Ele fez um movimento e sentiu a qualquer coisa na perna, mas precisamos muito dele», comentou.
A grande figura do dérbi acabou por ser o jovem Amad Diallo que arrancou o penálti do empate, convertido por Bruno Fernandes, antes de marcar o golo da vitória. «O Erik [Tem Hag] e o Ruud [Van Nistelrooy] fizeram um grande trabalho com ele e nós demos continuidade a esse trabalho. Muito importante. Todos os jogadores os jogadores têm lugar no meu sistema. Se eles quiserem entrar, se tiverem talento, há espaço para todos», referiu.
Um jogo em que Marcus Rashford e Alejandro Garnacho, habituais titulares, ficaram fora das opções. «Não foi nada de especial. Quando um jogo acaba, começa uma nova semana. Nova semana, nova vida, se ttreinarem bem, estarão a competir por um lugar na equipa. Têm jogado porque são talentosos, precisamos do Rashford e do Garnacho», explicou.
Duas ausências explicadas pela rotação na equipa, Amorim quer todos em forma. Na próxima semana vão treinar como todos os outros. É igual para todos. Vão jogar ou vão para o banco. Não se trata de nenhum caso de indisciplina. Temos de melhorar», destacou ainda.