Alvo de uma ordem de prevenção de violência sexual, David Coote terá ainda de cumprir trabalho comunitário
O antigo árbitro da Premier League, David Coote, foi condenado a uma pena de nove meses de prisão, suspensa por dois anos, pela posse de imagens de pornografia infantil. Para além disso, terá de cumprir 150 horas de trabalho comunitário e vigorará sobre si, durante 10 anos, uma ordem de prevenção de violência sexual.
A juíza encarregue do caso considerou que David Coote «caiu em desgraça», depois de ter atingido o auge da carreira enquanto árbitro profissional de futebol.
A trajetória descendente iniciou-se em 2024 com uma investigação relacionada com alegados insultos de Coote dirigidos ao antigo treinador do Liverpool, Jurgen Klopp, que resultaram numa suspensão imposta pela UEFA e no despedimento do árbitro pela Premier League.
No decorrer dessas investigações, foi encontrada cocaína na casa de Coote, que este referiu ser para consumo próprio, e imagens de cariz sexual envolvendo menores num disco rígido.
«Aqueles que cometem este tipo de crime precisam de perceber que envolvem uma criança real, e que isso lhes causa danos», vincou a juíza.
A defesa de Coote, que assumiu ter tido dificuldades em lidar com a sua sexualidade e com as ameaças de morte que diz ter recebido ao longo da carreira no futebol, garantiu em tribunal que o ex-árbitro, que entretanto trabalhou como estafeta, procurou apoio psiquiátrico e não consome cocaína desde que foi detido, há onze meses.