Pedro Neto recorda final do Mundial de Clubes: «Aos 40 minutos estava morto»

7 jan, 17:15
Pedro Neto (Foto: Dave Shopland/AP)

Internacional português fez balanço de 2025 e admite um ano exigente no Chelsea, marcado pelo calendário sobrecarregado

Pedro Neto fez um balanço do ano de 2025 em declarações à DAZN e recuou até à final do Mundial de Clubes, conquistada pelo Chelsea frente ao Paris Saint-Germain (3-0), para ilustrar a exigência física e táctica que marcou a época.

O internacional português revelou que, nesse encontro decisivo, teve de abdicar de parte da sua forma habitual de jogar para cumprir funções mais defensivas, nomeadamente no acompanhamento constante das subidas de Hakimi.

«Em jogos que tive de abdicar, se calhar, um bocadinho da minha maneira de jogar… lembro-me na brincadeira de dizer ao mister que, aos 40 minutos, estava morto», contou Pedro Neto.

«Quando marcámos o golo, fui lá falar com ele e disse: 'Oh mister, eu estou morto'», recordou, sublinhando o «trabalho mais sujo» que lhe foi pedido nesse jogo.

O extremo dos blues enquadrou esse episódio num ano que classificou como particularmente desafiante, tanto a nível individual como coletivo.

«Foi um ano muito exigente, até pelas competições que tivemos, e muitas das vezes o espaço era muito curto», afirmou.

Pedro Neto destacou ainda a diferença em relação à época anterior, explicando que, em 2025, o Chelsea deixou de ter tanta margem para gerir o esforço do plantel, sobretudo com a qualificação para a Liga dos Campeões.

«No ano passado conseguíamos descansar mais entre a Liga Conferência e a Premier League. Este ano comecei a ter esse desafio de jogar sábado, depois terça-feira e novamente domingo, mas é um desafio que eu chamo sempre um desafio inacreditável, porque não há coisa melhor do que estar em campo e conseguir jogar futebol como é óbvio», concluiu.

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