Vítor Pereira admitiu que está a cumprir um sonho enquanto treinador ao orientar o Wolverhampton
Vítor Pereira, o novo treinador do Wolverhampton, admitiu que anda a perseguir o sonho da Premier League há 14 anos. Depois de deixar o Al-Shabab, o português mudou-se oficialmente para o Molineux, ao assinar um contrato de 18 meses, na quinta-feira, e acabou com a espera para trabalhar em solo britânico.
«Nos últimos 14 anos da minha carreira, o meu foco era vir para Inglaterra. Para competir com os melhores treinadores, este é o lugar onde quero estar. Quero estar nesta liga para competir, desafiar-me e estou pronto.», revelou o técnico de 56 anos.
Na sua primeira conferência enquanto técnico dos Wolves, Vitor Pereira recordou o trajeto que o trouxe até ao momento, admitindo mesmo que esta não foi a primeira vez que teve abordagens para treinar no país.
«Lembro-me que o primeiro passo fora de Portugal foi na Arábia Saudita (Al-Ahli), há 14 anos. Quando saí do Porto, o meu objetivo era um clube em Inglaterra. Na altura, tive uma reunião para ir para Inglaterra, mas depois de um príncipe ter batido à porta e me ter convencido, não fui. Nunca imaginei que fosse para a Arábia Saudita. Tive algumas abordagens de clubes em Inglaterra no passado, mas o Wolves deu o passo em frente para terminar.»
Pereira assume o cargo com o Wolves em 18.º e a cinco pontos atrás do 17º colocado, o Leicester, que enfrenta no King Power Stadium no domingo. A equipa perdeu 11 dos 16 jogos que disputou esta época e sofreu 40 golos, o número mais elevado da liga, mas o português não se apressará a fazer qualquer negócio na janela de transferências de janeiro e quer entender primeiro os jogadores e as dinâmicas da equipa.
« O clube está aberto a isso, mas neste momento é importante compreender os jogadores em campo. É importante que eu tenha uma semana para perceber o que posso fazer com os jogadores, para estudar as suas personalidades e as nossas necessidades. Depois disso, decidiremos. É muito importante ligar a qualidade tática à qualidade técnica, porque gosto que as minhas equipas joguem bom futebol, mas com organização tática e coragem para jogar o nosso jogo», finalizou.