Ex-jogador do Manchester United e comentador de futebol analisou o despedimento do treinador português
Gary Neville, um dos maiores críticos de Ruben Amorim e nome citado pelo treinador português - no sentido de dar um nome («Nevilles») aos comentadores com capacidade para exercer pressão quem toma decisões no clube - na conferência de imprensa que antecedeu ao despedimento do Manchester United, não se mostrou surpreendido com a separação das partes, embora tenha assumido que não esperava que tivesse acontecido logo na manhã desta segunda-feira.
Para o ex-jogador do Manchester United e agora comentador, a postura mais bélica de Amorim nas últimas conferências de imprensa foi um sinal de que algo estava para vir.
«O que vimos nas últimas conferências geralmente só costuma acabar de uma maneira. (...) A realidade é: quando te viras contra os teus chefes, não importa se é num clube de futebol ou num Morrisons (supermercado), não vais segurar o teu emprego por muito mais tempo. Por isso, para mim, a reunião entre Wilcox e Ruben Amorim depois do jogo com o Wolves teria acontecido em qualquer clube do Mundo», afirmou em declarações à Sky Sports.
Neville referia-se a uma reunião que terá acontecido na manhã da passada sexta-feira e da qual terá resultado uma rotura total entre Amorim e Jason Wilcox, diretor para o futebol dos Red Devils, que terá pedido satisfações ao técnico após o empate caseiro com o Wolverhampton.
«Se houve uma reunião na sexta-feira de manhã sobre a exibição com o Wolves entre o diretor-desportivo e o treinador, eu só consideraria desapontante se não tivesse uma reunião depois do jogo. (...) Um diretor-desportivo ou o dono de um clube devem falar com o treinador quando uma equipa joga como eles jogaram com o Wolves, que arrancou em Old Trafford apenas o terceiro ponto da época.»