Treinador do Manchester United dispara na direção do departamento de scouting e diretor desportivo do clube depois do empate em Leeds
Ruben Amorim deixou bem clara a sua frustração depois do empate do Manchester United na visita a Elland Road diante do Leeds (1-1), apontando o dedo à direção do clube de Old Trafford, afirmando que foi contratado para «manager» do clube e não para desempenhar o papel de treinador, considerando ainda que o departamento de scouting e o diretor desportivo «têm de fazer o seu trabalho».
Em causa está a perspetiva do Manchester United chegar ao final do mercado de janeiro sem os reforços pretendidos e um alegado conflito com o diretor desportivo Jason Wilcox.
«Já reparei que vocês [jornalistas] recebem informação selecionada sobre tudo. Vim para aqui para ser manager do United, não para ser treinador do Manchester United, isso parece claro», começou por enunciar antes de ser mais claro.
«Eu sei que o meu nome não é [Thomas] Tuchel, não é [Antonio] Conte, não é [José] Mourinho, mas sou o manager do United. E vai ser assim durante 18 meses, a não ser que a direção queira mudar. Eu vou fazer o meu trabalho e todos os outros departamentos, departamento de scouting, o diretor desportivo, têm de fazer o trabalho deles», acrescentou.
O treinador português garantiu ainda que vai manter o mesmo empenho até ao final da época e não vai baixar os braços. «Eu vou fazer a minha parte ao longo de 18 meses, depois vamos ver. Esse é o meu ponto de vista. Quero ir até ao fim. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até outro chegar aqui para me substituir», disparou.
O antigo treinador do Sporting abordou ainda a influência de antigos jogadores do clube que agora desempenham funções de comentadores em vários canais de televisão, considerando que o clube tem de ter capacidade de encaixe.
«Se as pessoas não conseguem lidar com os Gary Nevilles e com as críticas a tudo, precisamos mudar o clube», referiu ainda.
