Afastamento da final do play-off de acesso à Premier League é «a maior penalização financeira alguma vez aplicada a um clube inglês de futebol», considera o CEO do Southampton
O Southampton apresentou um recurso, esta quarta-feira, relativo ao afastamento da final do play-off de acesso à Premier League decretado, na terça-feira, pela English Football League [EFL], na sequência da acusação de espionagem feita pelo Middlesbrough.
Num comunicado assinado pelo diretor executivo do clube, Phil Parsons, o Southampton admite que «o que aconteceu foi errado» e pediu desculpa «aos clubes envolvidos e, sobretudo, aos adeptos do Southampton».
Aceitando que «deve haver uma sanção» por ter infringido os regulamentos da EFL, o clube considera, no entanto, o veredito conhecido na terça-feira como «desproporcional», em comparação com casos semelhantes ocorridos no passado.
«Enquanto o Leeds United foi multado em 200 mil libras por uma infração semelhante, o Southampton foi impedido de disputar um jogo que vale mais de 200 milhões de libras e que significa muito para os nossos funcionários, jogadores e adeptos», critica o clube.
O Southampton considera mesmo que «a consequência financeira da decisão de ontem [terça-feira] é, com larga margem, a maior penalização alguma vez aplicada a um clube inglês de futebol».
O Southampton foi acusado de ter espiado treinos do Oxford United, do Ipswich Town e, mais recentemente, do Middlesbrough, durante a temporada 2025/26.
Além da exclusão imediata do play-off, os Saints foram ainda sancionados com uma dedução de quatro pontos a aplicar na próxima temporada.
Enquanto isso, o Hull City continua sem saber qual será o seu adversário na final do play-off de acesso à Premier League. Na terça-feira, a EFL indicou o Middlesbrough para ocupar a vaga que o Southampton tinha conquistado em campo, faltando agora saber o resultado do recurso apresentado pelos Saints.
