Esta empresa britânica vai distribuir comida grátis a 88 mil trabalhadores no Inverno por causa da inflação

CNN , Anna Cooban
1 set, 15:37
John Lewis

Inflação muito elevada leva dona de supermercados a oferecer alimentação a trabalhadores no próximo inverno. A John Lewis é a maior empresa participada por trabalhadores do Reino Unido: são acionistas, recebem parte dos lucros anuais e têm uma palavra na gestão.

Uma grande retalhista britânica planeia alimentar 88 mil trabalhadores durante o Inverno para ajudá-los a lidar com o aumento do custo de vida.

A John Lewis Partnership - que é proprietária de supermercados, grandes lojas de departamentos e fornecedora de serviços bancários - anunciou esta quarta-feira que irá oferecer comida gratuita a todos os empregados, incluindo pessoal temporário e trabalhadores de agência, durante o horário de trabalho durante três meses a partir de outubro.

Aqueles que trabalham em turnos de quatro horas serão elegíveis para uma refeição gratuita, enquanto os que trabalham oito horas podem receber duas, disse um porta-voz da empresa à CNN.

Aos trabalhadores com acesso aos refeitórios do pessoal será oferecido um leque de opções, incluindo pequenos-almoços quentes, sopas, caril, pratos de massa, e jantares de assados aos domingos, disse o porta-voz. Os camionistas da empresa receberão almoços pré-encomendados e embalados.

A John Lewis é a maior empresa detida por trabalhadores do Reino Unido, o que significa que cerca de 78 mil dos seus trabalhadores permanentes são acionistas, recebem uma parte dos lucros anuais e têm uma palavra a dizer na forma como a empresa é gerida.

A empresa diz que quer ajudar os seus empregados à medida que a inflação sobe ao seu nível mais alto em 40 anos. Em julho, os preços ao consumidor subiram 10,1% em relação ao ano anterior, impulsionados em parte pelo custo em espiral dos alimentos. Espera-se que a subida dos preços da energia empurre a inflação para um nível ainda mais elevado durante o Inverno.

A situação fez mergulhar milhões de britânicos na pior crise de custo de vida das últimas décadas, forçando muitos a ter de escolher entre aquecerem as suas casas e comprarem produtos alimentares essenciais.

Há mais sofrimento a chegar. O Banco de Inglaterra prevê que a inflação suba para 13% antes do final do ano, enquanto os analistas da Goldman Sachs esperam que atinja os 22% em janeiro, se os preços do gás natural não baixarem até lá.

Dois terços das famílias britânicas, ou 45 milhões de pessoas, deverão cair na situação de pobreza energética até ao novo ano – conceito definido quando uma família gasta mais de 10% do seu rendimento global em energia -, de acordo com os investigadores da Universidade de York.

Em outubro, a fatura média anual de energia das famílias britânicas deverá aumentar 178% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionada pelo aumento dos custos grossistas, que foram agravados pela invasão russa da Ucrânia.

 

 

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