Inflação homóloga na OCDE recua em julho pela 1.ª vez desde novembro de 2020

Agência Lusa , AM
6 set, 12:40
Supermercado (Getty Images)

Excluindo alimentos e energia, a inflação homóloga aumentou para 6,8% em julho, contra 6,5% em junho

A inflação homóloga na OCDE diminuiu ligeiramente para 10,2% em julho, face a 10,3% em junho, registando a primeira quebra desde novembro de 2020, sobretudo devido ao abrandamento dos preços da energia, anunciou a organização.

Em comunicado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que, “enquanto a inflação homóloga caiu, entre junho e julho, em pelo menos 0,5 pontos percentuais no Canadá, Grécia, Luxemburgo e Estados Unidos, o número de países com uma inflação de dois dígitos aumentou de 13 para 15”.

Em julho, o aumento dos preços da energia na OCDE abrandou para 35,3%, face a 40,7% em junho, com quedas em 26 dos 38 países da OCDE.

No entanto, a subida dos preços dos alimentos na OCDE continuou a acelerar, atingindo 14,5% em julho de 2022, em comparação com 13,3% em junho.

Excluindo alimentos e energia, a inflação homóloga aumentou para 6,8% em julho, contra 6,5% em junho.

Na área do G7, a inflação homóloga diminuiu para 7,6% em julho, face aos 7,9% de junho, registando-se um abrandamento da subida dos preços da energia em todos os países abrangidos, exceto o Reino Unido.

Considerando este grupo de países, a inflação subjacente (excluindo os preços dos alimentos e energia) foi “o principal contribuinte para a inflação geral no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, enquanto o efeito combinado dos preços de alimentos e da energia foi o principal contributo para a inflação global na França, Alemanha, Itália e Japão.

Na área do euro, a inflação homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subiu para 8,9% em julho, que compara com 8,6% em junho, com o aumento dos preços dos alimentos e da inflação subjacente a “mais do que compensar” o abrandamento dos preços da energia.

A estimativa rápida do Eurostat para a área do euro aponta para um novo aumento da inflação homóloga em agosto, para os 9,1%, estimando-se que a inflação subjacente tenha aumentado para 4,3%, face a 4,0% em julho, enquanto a inflação dos preços da energia terá diminuído.

Na área do G20, a inflação homóloga estabilizou nos 9,2% em julho, o mesmo valor de junho de 2022. Fora da OCDE, a inflação homóloga aumentou mais na Argentina, China, Indonésia, Arábia Saudita e África do Sul, mas diminuiu no Brasil e na Índia.

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