Variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de -0,3%
A taxa de inflação homóloga abrandou para 2,2% em novembro, 0,1 pontos percentuais abaixo da variação de outubro, segundo a estimativa provisória divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Comparativamente com o mês anterior, a variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de -0,3% (nula em outubro e -0,2% em novembro de 2024), aponta o instituto estatístico.
O indicador de inflação subjacente - que exclui produtos com preços mais voláteis, como alimentos não transformados e energia – terá registado em novembro uma variação de 1,9%, taxa inferior em 0,2 pontos percentuais à de outubro.
Economia cresceu 2,4% no terceiro trimestre
A economia portuguesa cresceu 2,4% no terceiro trimestre, em termos homólogos, e 0,8% em cadeia, impulsionada pela procura interna, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Estes números confirmam a estimativa rápida divulgada no final de outubro pelo INE, representando uma aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) tanto face ao período homólogo como face ao trimestre anterior.
Segundo explica o gabinete de estatísticas, o "contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi menos acentuado no 3.º trimestre, refletindo simultaneamente a desaceleração das importações de bens e serviços e o aumento das exportações de bens e serviços".
Já a procura interna deu um contributo positivo para o crescimento da economia, ainda que menor do que no segundo trimestre, refletindo a desaceleração do investimento.
No que diz respeito à variação em cadeia, o contributo da procura externa líquida piorou, "com a aceleração das Importações de Bens e Serviços a superar a evolução das Exportações de Bens e Serviços, que aumentaram".
Por outro lado, o contributo positivo da procura interna aumentou para 1,4 p.p., "verificando-se crescimentos mais intensos do consumo privado e do investimento".
Para o conjunto do ano, o Governo inscreveu no Orçamento do Estado um crescimento de 2%. É o mais otimista entre as instituições que seguem a economia portuguesa, que apontam todas para um crescimento de 1,9% em 2025.