Inflação na OCDE desacelera para 8,8% em fevereiro

Agência Lusa , DCT
4 abr 2023, 13:33
Notas, dinheiro, euro, poupança. Foto: Adrien Fillon/NurPhoto via Getty Images

No que toca à inflação dos alimentos, a OCDE refere que a mesma diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, para 14,9%, contra 15,2% em janeiro

A inflação homóloga na OCDE medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) caiu para 8,8% em fevereiro, contra 9,2% em janeiro, com diminuições em 23 dos 38 Estados membros, foi esta terça-feira anunciado.

Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) precisa que em fevereiro as maiores diminuições foram observadas na Costa Rica e na Turquia, que 13 países registaram taxas de dois dígitos, contra 14 em janeiro, e que as taxas de inflação permaneceram acima dos 20% na Hungria, Letónia e Turquia.

Em relação à inflação energética, a organização afirma que esta continuou a abrandar na OCDE, situando-se em 11,9% em fevereiro, contra 16,4% em janeiro, e que diminuiu em todos os países, exceto na Colômbia e na Polónia, com quedas de mais de 10 pontos percentuais na Bélgica, Costa Rica, Itália e Japão.

Os preços da energia caíram mesmo no Canadá e Japão, pela primeira vez desde o início de 2021, uma vez que os preços da gasolina caíram no Canadá e os subsídios à eletricidade e ao gás amorteceram os preços no Japão.

No que toca à inflação dos alimentos, a OCDE refere que a mesma diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, para 14,9%, contra 15,2% em janeiro.

Já a inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, manteve-se estável em geral, em 7,3% em fevereiro.

No G7, a inflação homóloga diminuiu para 6,4% em fevereiro, contra 6,7% em janeiro, com decréscimos registados no Canadá, Itália, Japão e Estados Unidos da América.

Em sentido contrário, a inflação homóloga aumentou em França e no Reino Unido e manteve-se na Alemanha.

A inflação alimentar e energética continuou a ser o principal fator que contribuiu para a inflação em França e Itália, enquanto a inflação excluindo alimentos e energia foi o principal motor no Canadá e nos Estados Unidos.

Na Alemanha, Japão e o Reino Unido, ambas as componentes contribuíram quase igualmente para a inflação.

Na zona do euro, a inflação homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) diminuiu ligeiramente, para 8,5% em fevereiro, contra 8,7% em janeiro.

Contudo, a OCDE sublinha que a inflação homóloga na zona euro caiu acentuadamente, para 6,9% em março, contra 8,5% em fevereiro, de acordo com a estimativa rápida do Eurostat, à medida que os preços da energia caíam.

A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia foi estimada em 5,7%.

No G20, a inflação homóloga caiu para 8,0% em fevereiro, contra 8,4% em janeiro.

Fora da OCDE, a inflação diminuiu no Brasil, China e Arábia Saudita, mas aumentou na Argentina, Indonésia e África do Sul e manteve-se na Índia.

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