Bebé infetado com covid-19 morre no Brasil enquanto esperava cama no hospital

Agência Lusa , HCL
2 fev, 19:42
Hospital de campanha em São Paulo, Brasil

Criança tinha sido internada num hospital público de Brasília na segunda-feira

Um bebé de 1 ano e 4 meses morreu em Brasília, capital do Brasil, após ser diagnosticado com covid-19 e enquanto aguardava uma cama nos cuidados intensivos, que estão totalmente ocupados, relataram autoridades locais.

De acordo com a Secretaria da Saúde de Brasília, o bebé tinha sido internado num hospital público na segunda-feira com diagnóstico positivo para a doença covid-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, e a família aguardava a sua transferência para uma unidade de cuidados intensivos, onde ficam os pacientes em estado grave e que necessitam de cuidados especiais.

No entanto, a condição pulmonar da criança piorou e esta sofreu "uma parada cardiorrespiratória", informaram as autoridades em nota divulgada nesta quarta-feira.

As unidades de terapia intensiva (UTI) dos hospitais de Brasília têm níveis de ocupação que, nas últimas duas semanas, variaram entre 95 e 100%, devido ao maior avanço da variante Ómicron do coronavírus, que começou a espalhar com mais intensidade no país desde o início de janeiro.

Como as próprias autoridades admitiram, cerca de 90% dos pacientes internados por covid-19 não foram vacinados ou não estão totalmente imunizados com duas doses, apesar de o programa de imunização brasileiro ter começado há mais de um ano.

Na terça-feira, o Brasil registou 929 mortes e 193.465 novas infeções, o que elevou o total de vítimas para 628.067 e o acumulado de casos para 25,62 milhões desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020.

A covid-19 provocou pelo menos 5.686.108 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

Brasil

Mais Brasil

Patrocinados