Austrália: caça ao homem para evitar contágio comunitário com Ómicron

CNN
30 nov 2021, 12:18
Sydney reabre após mais de 100 dias de confinamento
Sydney reabre após mais de 100 dias de confinamento

Viajante internacional provavelmente infetado com a nova variante esteve num centro comercial de Sydney. Autoridades procuram todos os seus possíveis contactos

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Esta terça-feira está a acontecer uma autêntica caça ao homem (e à mulher) na Austrália. As autoridades de saúde temem que um indivíduo provavelmente infetado com a variante Ómicron possa ter libertado o vírus na comunidade, ao passear por locais movimentados da cidade de Sydney, e estão a tentar reconstituir todos os seus passos e identificar todos os que possam ter contactado de perto com ele.

Se se confirmar que esse indivíduo está infetado com a nova variante do SARS-Cov2 (o que as autoridades de saúde dizem ser muito provável, de acordo com “fortes indicações” do teste inicial feito a este viajante), a Austrália pode estar perante o risco de contágio comunitário da Ómicron, o que ainda não aconteceu em qualquer território da Ásia-Pacifico. 

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Em causa está um viajante que aterrou em Sydney na semana passada, antes da identificação da nova variante, e das medidas adicionais de teste e controlo entretanto impostas pelas autoridades australianas.

De acordo com a Reuters, trata-se de uma pessoa com as duas doses da vacina, que terá entretanto visitado vários locais bastante movimentados na cidade de Sydney, incluindo um popular centro comercial. Todos os restantes passageiros que viajaram a bordo do mesmo avião (cuja origem não foi ainda identificada) receberam instruções para ficar em isolamento durante 14 dias, independentemente do seu estado de vacinação.

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Se se confirmar este novo caso, será o sexto registo de Ómicron na Austrália. Porém, todos os outros foram detetados à chegada ao país, durante a nova quarentena obrigatória imposta desde a descoberta da nova variante.

A Austrália, que está com uma baixa incidência de covid-19, conseguiu uma boa gestão da pandemia graças a uma política agressiva de controlo de fronteiras. Esta semana, preparava-se para flexibilizar a entrada de estrangeiros, nomeadamente estudantes internacionais e profissionais qualificados. O surgimento da nova variante levou ao adiamento dessas medidas por, pelo menos, duas semanas.

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