Coreia do Sul: pico da variante Delta e chegada da Ómicron

CNN
2 dez 2021, 07:20
Vacinação contra a covid-19 na Coreia do Sul
Vacinação contra a covid-19 na Coreia do Sul

País regista segundo dia seguido com recorde de infeções. Vaga da variante Delta coincide com primeiros casos de Ómicron 

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Pelo segundo dia consecutivo a Coreia do Sul regista um recorde de novas infeções com covid. Esta quinta-feira foram anunciados mais 5.266 novos casos (relativos ao dia de ontem), depois de na quarta-feira a fasquia dos cinco mil casos ter sido ultrapassada pela primeira vez desde o início da pandemia (com 5.123 infeções).

Seul é o epicentro desta que é a pior vaga da pandemia no país. Dos 5.266 infetados reportados hoje, a capital e respetiva área metropolitana foi responsável por mais de 4.100.

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As autoridades de saúde avisaram que 90% das unidades de cuidados intensivos destinadas à covid já estão ocupadas. Há quase 800 pacientes em estado considerado crítico com o novo coronavírus, e o número de mortes deu ontem um salto de 47 vítimas, ascendendo a 3.705. 

Ómicron chegou da Nigéria

A Coreia do Sul, a par do Japão, tem sido apontada como um caso exemplar na gestão da pandemia, tendo conseguido conter as infeções em níveis per-capita bastante abaixo do que se registou no Ocidente. Estes dois países asiáticos distinguiram-se, entre outros aspetos, pela forma como conseguiram proteger os idosos internados em lares. Outra marca distintiva do Japão e da Coreia têm sido a aplicação de medidas bastante suaves de controlo da pandemia, com poucas restrições às liberdades individuais dentro de fronteiras. A medida com mais impacto em Seul foi a imposição de limites de lotação em locais públicos e regras estritas de distanciamento social, que foram aliviadas em novembro.  

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A atual vaga de contágios não Coreia do Sul está a ser empurrada pela variante Delta. Em simultâneo, o país já registou as primeiras infeções com a nova variante Ómicron. Há cinco casos confirmados oficialmente na quarta-feira à noite, relacionados com um voo oriundo da Nigéria.

Perante este facto, as autoridades de Seul apertaram as regras de entrada no país. Nas próximas duas semanas, todos os passageiros de voos internacionais terão de fazer 10 dias de quarentena, qualquer que seja a sua nacionalidade e local de origem. 

Desde domingo a Coreia do Sul proibiu a entrada no país de viajantes oriundos de oito países do sul de África - hoje passaram a ser nove, com a inclusão da Nigéria. 

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