REVISTA DE IMPRENSA || Instituto gastou 28,4 milhões de euros em horas extraordinárias
Entre 2021 e 2024, o INEM recorreu massivamente a trabalho suplementar para garantir o funcionamento dos seus serviços, com cada trabalhador a prestar, em média, o equivalente a 84 dias de trabalho extra por ano. De acordo com o jornal Público, no total, o instituto gastou 28,4 milhões de euros em horas extraordinárias, com valores que, nalguns casos, ultrapassaram os limites legais.
Segundo uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças, citada pelo jornal, o número de chamadas perdidas disparou para mais de 133 mil em 2024, revelando uma “deterioração progressiva” dos indicadores de resposta, agravada pela falta de recursos humanos. Embora tenham sido contratados novos técnicos, a carência manteve-se, sobretudo entre os profissionais de emergência pré-hospitalar.
A auditoria identificou também irregularidades nos pagamentos a médicos com funções de chefia, que, por não estarem formalmente nomeados como dirigentes, acumularam milhares de euros em horas extra a que não teriam direito.
A Inspeção-Geral de Finanças aponta para possíveis responsabilidades financeiras de natureza sancionatória, que podem ascender a milhões de euros.
