Ministra da Saúde sorri e vira literalmente as costas a pergunta sensível sobre o INEM. E explica a Marques Mendes como acorda todos os dias

18 nov 2024, 12:20

Ana Paula Martins foi confrontada sobre se é uma ministra "a prazo" e se pondera privatizar o INEM. Agiu de maneiras diferentes sobre cada um dos assuntos - e deu mais informações sobre si própria do que sobre o INEM

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu esta segunda-feira que quer melhorar as condições em que funcionam o INEM e as urgências no país. Contudo, quando confrontada sobre a eventual privatização do INEM, sorriu e depois virou as costas aos jornalistas.

Antes disso, Ana Paula Martins tinha respondido às críticas feitas por Luís Marques Mendes, que defendeu que a ministra tem revelado falta de experiência - o comentador disse ainda que a ministra está a prazo.

“Considero-me uma ministra que todos os dias se levanta, trabalha, para servir os portugueses. Será assim enquanto eu aqui estiver”, reagiu

A governante reiterou que estão a ser preparadas medidas a “curtíssimo prazo” pelo INEM, que passam também pela reorganização das urgências, “porque o INEM está a fazer muita coisa que não é a sua função”.

“Durante estes últimos anos, além de muitas coisas que foram acontecendo ao INEM, retirando-lhe capacidade de resposta, a própria dificuldade que nós temos na gestão das urgências tem sobrecarregado muito o INEM”, justificou.

Perante a insistência na pergunta sobre a possível privatização desta entidade, a ministra não respondeu e virou as costas aos jornalistas.

Já no passado sábado, Ana Paula Martins também se tinha recusado a comentar as declarações do líder do PS, Pedro Nuno Santos, sobre as alegadas intenções do Governo de privatizar o INEM.

As mortes de 11 pessoas alegadamente associadas a falhas no atendimento do INEM motivaram a abertura de sete inquéritos no Ministério Público, um dos quais já arquivado. Há ainda um inquérito em curso da IGAS.

A demora na resposta às chamadas de emergência agravou-se durante a greve de uma semana às horas extraordinárias dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), que no dia 4 de novembro coincidiu com a greve da função pública.

A greve dos TEPH acabou por ser suspensa após a assinatura de um protocolo negocial entre o Governo e o sindicato do setor.

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