Problema foi denunciado há um ano pela TVI e CNN Portugal
O risco de morte por falta de resposta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é muito maior na margem sul do Tejo do que em Lisboa. O problema foi denunciado há um ano pela TVI e CNN Portugal, mas nunca foi resolvido.
O novo presidente do INEM, em entrevista à CNN Portugal, anunciou que está, agora, a tentar solucionar o défice de meios de emergência, através de um protocolo com a Liga dos Bombeiros Portugueses. “Para nós, é ponto de honra. Iremos reforçar o dispositivo até ele dar resposta. Não podemos calcular o número de ambulâncias apenas para as situações do dia-a-dia normais”, anunciou Luís Cabral, médico com experiência adquirida no sistema de socorro dos Açores.
Esta eventual solução chegará tarde para duas vítimas cujos casos foram conhecidos esta semana. Na terça-feira, um homem de 78 anos morreu na Aldeia de Paio Pires, no Seixal, depois de esperar três horas pela viatura médica do INEM, que, quando lá chegou, se limitou a declarar o óbito. Esta quinta-feira, uma septuagenária morreu na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos pelos meios de socorro.
A ambulância acionada para este último caso saiu de Carcavelos, a 50 quilómetros de distância, e não chegou a tempo. Os bombeiros de Sesimbra apenas dispõem de duas ambulâncias: uma no quartel, outra na base da Quinta do Conde, ambas indisponíveis. Em Setúbal, há quatro ambulâncias, mas é frequente estarem todas inoperacionais, por falta de tripulantes.