Seguro exige "consequências políticas" no caso do INEM: "Não percebo o que uma das secretárias de Estado está lá a fazer"

27 fev 2025, 22:50
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Seguro diz ter lido o relatório da IGAS, que contém “coisas inaceitáveis”. “Recomenda um procedimento de atuação para o planeamento e organização do trabalho em caso de greve. Então não existia? Estamos entregues a quem?”, questiona o comentador

António José Seguro pediu “consequências políticas” no caso do INEM, após a divulgação do relatório preliminar da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

O relatório concluiu que que a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde e o próprio gabinete da ministra Ana Paula Martins foram notificados das greves dos técnicos operacionais de emergência, mas não avisaram o INEM. Ao mesmo tempo que aponta falhas à tutela, a IGAS considera que o próprio INEM, tendo, entretanto, tido conhecimento da paralisação, não convocou "os trabalhadores escalados para a prestação dos serviços mínimos em períodos de greve" – como previsto na lei dos técnicos de emergência médica.

“Tem de haver consequências políticas. Há troca de correspondência, um pré-aviso de greve, e este não chega ao serviço competente”, disse o comentador da CNN Portugal no Liberdade, o seu espaço no CNN Prime Time.

“Como é que é possível que o serviço que tem como obrigação prestar assistência médica em caso de emergência não tenha um procedimento protocolado e que não saiba como deve organizar os serviços mínimos? Tem de haver consequências políticas”, frisou.

Seguro diz ter lido o relatório, que contém “coisas inaceitáveis”. “Recomenda um procedimento de atuação para o planeamento e organização do trabalho em caso de greve. Então não existia? Estamos entregues a quem?”, questiona o comentador.

Sobre o tema de quem deve assumir as responsabilidades, Seguro confessa não perceber “o que uma das secretárias de Estado está lá a fazer”, no caso, Cristina Vaz Tomé, secretária de Estado da Gestão da Saúde.

“Devo dizer que não percebo o que uma das secretárias de Estado está lá a fazer. A secretária de Estado que tutela o INEM não envia diretamente o pré-aviso para o serviço de emergência? Na altura, a ministra retirou-lhe a competência do INEM. Isso quer dizer alguma coisa. E a secretária de Estado ficou lá? Se fosse secretário de Estado, tinha imediatamente abandonado funções”, afirmou Seguro.

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