REVISTA DE IMPRENSA | Mais de um ano depois, persistem dúvidas na Comissão Parlamentar de Inquérito
O pré-aviso da greve dos técnicos do INEM, associada a 12 mortes suspeitas, foi encaminhado para a secretaria de Estado errada, segundo registos do Ministério da Saúde. De acordo com o Diário de Notícias, o documento, enviado a 10 de outubro de 2024 pelo sindicato STEPH, terá sido reencaminhado para o gabinete da secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, em vez de seguir para a tutela do INEM, então liderada por Cristina Tomé.
Mais de um ano depois, persistem dúvidas na Comissão Parlamentar de Inquérito. Cristina Tomé garante que nunca recebeu o pré-aviso, versão corroborada pela sua chefe de gabinete. O Ministério da Saúde admite um “engano” no encaminhamento, mas sustenta que a responsabilidade de reagir cabia ao próprio INEM, que terá recebido diretamente a comunicação.
O registo indica que o e-mail foi inicialmente recebido por um serviço de apoio e depois reenviado internamente para o gabinete de Ana Povo. Ainda assim, o ministério defende que os dois e-mails - um de aviso e outro com o pré-aviso - estavam associados no sistema, permitindo o seu cruzamento.
A polémica levou os deputados a aprovarem diligências para apurar a “pegada digital” dos e-mails, enquanto continuam por esclarecer responsabilidades políticas e falhas de comunicação num caso que expôs fragilidades na resposta à greve.
