INEM não atendeu mais de 60 mil chamadas nos primeiros seis meses de 2024

2 jan 2025, 20:08

O INEM também não conseguiu devolver mais de metade dessas chamadas não atendidas, tendo, por isso, ficado 36.500 pessoas sem atendimento

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não atendeu mais de 60 mil chamadas nos primeiros seis meses de 2024. Os dados são da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, a que a TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) teve acesso.

De acordo com a IGAS, além do elevado número de chamadas que ficaram por atender em apenas um semestre - e que é superior ao total de chamadas sem resposta nos dois anos anteriores -, as centrais do CODU também não conseguiram devolver mais de metade dessas chamadas não atendidas, tendo, por isso, ficado cerca de 36.500 pessoas sem atendimento.

Mas estes não foram os únicos problemas encontrados. Tal como já tinha sido noticiado e até admitido pelo próprio INEM, o tempo médio de espera para que uma chamada para o 112 seja atendida tem vindo a aumentar.

Nos primeiros seis meses de 2021, o tempo médio de espera foi de 11 segundos, já no mesmo período de 2022 foi de 25 segundos. Houve uma ligeira melhoria em 2023, com um tempo médio de espera de 23 segundos também nos primeiros seis meses do ano, mas foi em 2024 que a situação se agravou, tendo o INEM demorado, em média, 59 segundos a atender cada chamada.

O mês de junho do ano passado foi aquele no qual se registou um maior tempo de espera, tendo a média superado os dois minutos. Só no dia 24 de junho, houve quem tivesse esperado mais de sete minutos até ser atendido.