Durante a chamada, a criança de apenas nove anos conseguiu explicar que a mãe tinha problemas cardíacos e era portadora de um pacemaker
“Aqui sou eu. Chamo-me Rodrigo, a minha mãe tem um problema aqui no coração. Ela está desmaiada.” Foi desta forma que Rodrigo, de apenas nove anos, tornou-se num "verdadeiro herói" em Malpica do Tejo, no concelho de Castelo Branco, ao salvar a mãe que sofreu uma paragem cardíaca quando conduzia.
A mulher, de 35 anos, perdeu subitamente os sentidos ao volante, tendo no carro os três filhos. No banco de trás seguiam os dois irmãos mais novos de Rodrigo, ambos com seis anos, que dormiam no momento da ocorrência.
“Quando a vida colocou à prova a serenidade de um menino de apenas 9 anos, o Rodrigo respondeu com uma coragem e lucidez dignas de um verdadeiro herói”, destacou o INEM, através das redes sociais. “A sua calma e a colaboração exemplar com os serviços de emergência médica foram decisivas para que a ajuda chegasse a tempo.”
Perante a gravidade da situação, a criança manteve a calma e ligou para o 112. Durante a chamada, conseguiu explicar onde estava e que a mãe tinha problemas cardíacos e era portadora de um pacemaker. O atendimento foi feito pelo "João", técnico do INEM, que acompanhou a criança ao longo de todo o processo, reforçando a necessidade de manter a tranquilidade até à chegada dos meios de socorro.
Cumprindo sempre as instruções recebidas, Rodrigo conseguiu avaliar o estado da mãe, tocando-lhe para perceber se reagia, e foi transmitindo tudo o que ia acontecendo aos técnicos. A mulher chegou a recuperar por escassos momentos a consciência, referindo ter dores no braço esquerdo. Para além de ajudar a mãe, assim que um dos irmãos acordou, o menino tranquilizou-o, assegurando que a ajuda estava a caminho.
Pouco depois, chegaram ao local as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação e os Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, que conseguiram socorrer a vítima, que acabou por ficar estável.
Dias após o episódio, o técnico do INEM deslocou-se à escola de Rodrigo para relatar o sucedido à turma, destacando a postura exemplar do menino. “Ele soube explicar onde estava, deu pontos de referência e indicou os problemas de saúde da mãe. Isso foi fundamental para a rapidez da resposta”, sublinhou.