Novo 112 vai passar a detetar o local exato de origem das chamadas

21 jul, 07:40

REVISTA DE IMPRENSA. Uma funcionalidade que vai entrar em vigor já no próximo ano

Deverá ser publicado, esta quinta-feira, em Diário da República o concurso público para a manutenção e modernização dos centros operacionais do serviço 112, que vai permitir, a partir do próximo ano, a georreferenciação exata de quem telefona para o número de emergência a partir de um telemóvel com acesso à internet.

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), este novo 112 e a manutenção do sistema até 2027 vão custar 11,5 milhões de euros e quase metade do valor está assegurado  a fundo perdido pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O restante é financiado pelos próximos cinco anos Orçamentos do Estado, até 31 de dezembro 2027. 

Nos dias de hoje, sempre que alguém liga para o 112 a partir de um telemóvel, o sistema em vigor - Cell ID - nas centrais apenas transmite a localização da antena mais próxima, que pode estar a quilómetros de distância do local da emergência. A partir do próximo ano, as centrais vão passar a receber a localização geográfica exata da zona de onde foi feita a chamada de emergência. Isto já acontecia com os telefones fixos. 

Esta nova funcionalidade vai ser útil nos casos em que alguém sofre uma emergência e não sabe exatamente o local onde se encontra. Ou porque não conhece, ou porque está confuso e em estado de choque. 

Portugal tem atualmente 63 centrais de atendimento. Quatro são de nível 1, para atender, e as restantes 59 são para despacho de meios. De acordo com os dados que o JN recolheu junto do Ministério da Administração Interna (MAI), o tempo médio de atendimento é de seis segundos. 

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