Esta companhia aérea indiana deixa as passageiras escolher lugares junto a outras mulheres

CNN , Karla Cripps
31 mai, 23:48
IndiGo

Número de agressões sexuais contra mulheres e menores não acompanhados em aviões está a aumentar

Uma das maiores companhias aéreas da Índia lançou uma nova opção, que permite às passageiras ver onde se vão sentar outras mulheres no voo quando estão a selecionar os seus lugares.

Segundo um comunicado enviado à CNN, a companhia de baixo custo IndiGo Airlines está a oferecer esta modalidade, numa versão experimental, para as passageiras que tratem online do seu processo de check-in.

A transportadora, fundada em 2006, opera mais de dois mil voos domésticos e internacionais por dia na Índia.

No comunicado, a IndiGo explica que a opção, que estará disponível para mulheres que viajem sozinhas ou integradas numa reserva familiar, se alinha com os seus valores na defesa do empoderamento feminino.

“A IndiGo tem orgulho em anunciar a introdução de uma nova opção, cujo objetivo é tornar a experiência de voo mais confortável para as nossas passageiras”, diz a companhia aérea.

“Estamos comprometidos com uma experiência de viagem sem precedentes para todos os nossos passageiros. E esta nova opção é apenas uma das muitas etapas que estamos a adotar para atingir esse objetivo”.

A CNN contactou a IndiGo para mais informação sobre o lançamento deste novo serviço.

Apesar de a companhia aérea não ter apresentado uma razão concreta para permitir às mulheres ver em que lugares as outras mulheres estão sentadas, é certo que abusos contra mulheres e crianças durante voos comerciais são reportados com frequência em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de crimes a bordo estão sob a jurisdição do FBI. Num relatório publicado em abril, com o objetivo de aumentar a consciência sobre agressões sexuais em aviões, o FBI referiu ter aberto 96 destes casos em 2023.

“As agressões sexuais a bordo de aviões - que, geralmente, tomam a forma de toques indesejados - é um crime que pode levar os infratores à prisão”, refere o documento.

“Tipicamente, os homens são os agressores. E as mulheres e menores não acompanhados são as vítimas”.

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