Avançado de equipa sueca é representado pelo irmão no próprio casamento

6 ago, 12:24
Mohamed Buya Turay

Mohamed Buya Turay teve de se juntar aos trabalhos pelo Malmo e teve de recorrer a um inusitado plano B para consumar o matrimónio

«Para grandes males, grandes remédios.»

Recorremos à sabedoria popular para lhe introduzir esta história inusitada de um jogador que se fez representar no próprio casamento pelo irmão. Sim, isso mesmo!

Mohamed Buya Turay, avançado da Serra Leoa, estava de casamento marcado para 21 de julho. A cerimónia aconteceu mesmo, mas motivos profissionais impediram-no de estar presente.

Porquê? Porque o Malmo, equipa sueca que acabara de o contratar, quis que ele se juntasse à equipa o mais rapidamente possível e o jogador de 27 anos, que não tem o dom da ubiquidade, teve de deixar a noiva na Serra Leoa.

Bem acompanhada, já se disse, pelo irmão de Mohamed Buya Turay, em quem o futebolista depositará total confiança ao ponto de lhe delegar a tarefa de o representar num dos dias mais marcantes da vida de qualquer casal, independentemente da duração do matrimónio.

«Nós casámos a 21 de julho na Serra Leoa, mas eu não estava lá porque o Malmo pediu-me para vir mais cedo. Tirámos fotografias com antecedência, por isso parece que eu estive lá, mas não estive. O meu irmão teve de me representar no casamento», testemunhou em declarações ao jornal sueco Afton Bladet.

Turay e a agora esposa Suad Baydoun têm lua de mel marcada para o final do ano. E conta aparecer.

Esta não é a primeira vez que o internacional pela Serra Leoa é notícia por motivos inusitados. Há uns anos, após ter conquistado o troféu de melhor marcador da Liga sueca atribuiu à magia negra a causa de uma lesão. «Uma curandeira local disse-me que me lesionei num dedo do pé porque pisei, na academia da Serra Leoa, um objeto espiritual que foi lá colocado por uma pessoa que queria que eu ficasse com elefantíase para destruir a minha carreira», disse à BBC em 2019. «Mais tarde, ela disse-me que a miha carreira terminaria se eu tivesse ido a um hospital ou recorresse a medicina convencional para me tratar.»

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