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Fogo de Vouzela está dominado, mas há risco de reacendimentos

Agência Lusa , PP (Atualizado às 14:00)
5 jul, 08:22
Incêndio em Vouzela (Lusa/ Paulo Novais)
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O incêndio de Vouzela continua o mais preocupante no país depois de ter queimado 13 mil hectares, pelo que agrega os meios de combate enviados pela Europa

O incêndio que se iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está, neste momento, dominado e a situação está “mais calma”, mas com risco de reacendimentos, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima, adiantou que o incêndio, que começou em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro, estava dominado às 12:40.

No entanto, continua a existir muitos reacendimentos em todo o perímetro a que os bombeiros têm de acorrer rapidamente.

Francisco Lima alertou, contudo, que a situação ainda está longe de estar resolvida. “Apesar de tudo estar muito mais calmo, é a partir desta hora que as coisas se começam a complicar. Continuamos com todos os meios no terreno para combater os reacendimentos e evitar que tudo se complique”, reforçou.

O presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, mostrou-se mais tranquilo com o evoluir positivo do fogo, mas frisou que existem “muitos pontos quentes, ao longo de vários quilómetros”, o que é uma preocupação devido aos reacendimentos.

“Os bombeiros estão sempre a correr para resolver as coisas rapidamente e impedir novas progressões”, afirmou à Lusa o autarca.

Pelas 13:00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.183 operacionais no terreno, apoiados por 394 veículos e 11 meios aéreos.

Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.

Há também três vítimas ligeiras a registar, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela. E ainda um civil de Águeda com queimaduras.

Na sexta-feira, este incêndio destrui totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia.

Incêndios: Mais de 1.300 operacionais combatiam os dois principais fogos rurais esta manhã

Mais de 1.300 operacionais combatiam às 05:00 deste domingo os dois principais incêndios no continente, com o de Vouzela (distrito de Viseu) a concentrar o maior número de meios, indica a Proteção Civil.

De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estavam no terreno a essa hora 1.352 operacionais e 450 meios terrestres nos dois incêndios significativos em curso.

O incêndio de Vouzela, distrito de Viseu - que deflagrou na quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra e se propagou depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro -, mobilizava 1.244 operacionais e 418 meios terrestres.

O incêndio de Vouzela continua o mais preocupante no país depois de ter queimado 13 mil hectares, pelo que agrega os meios de combate enviados pela Europa, disse no sábado o comandante nacional de Proteção Civil.

“O fogo de Vouzela continua o mais complexo”, reconheceu Mário Silvestre na conferência da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.

Já o incêndio florestal no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, era combatido por volta das 05:00 por 108 operacionais e 32 meios terrestres.

O alerta para o incêndio, que lavra na União das Freguesias de Carreira e Refojos de Riba de Ave, foi dado às 15:22, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse no sábado que o estado de alerta em Portugal deverá ser mantido na próxima semana, já que os próximos dias vão continuar a ser de muito calor.

“A próxima semana vai outra vez ser um período muito grave. Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta se as condições [de calor] se mantiverem”, afirmou Luís Neves na conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.

Aviso vermelho alargado hoje a Bragança e Guarda aplicando-se a nove distritos

Bragança e Guarda juntam-se ao grupo de distritos que estão hoje sob aviso vermelho devido ao calor, aumentando de sete para nove o número de distritos, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A anterior informação do IPMA colocava hoje sete distritos de Portugal continental sob aviso vermelho (o mais grave numa escala de três), nomeadamente Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco.

Posteriormente, o IPMA colocou também hoje os distritos de Bragança e Guarda sob aviso vermelho de tempo quente, com “persistência de valores extremamente elevados da temperatura máxima”.

O aviso vermelho para estes dois distritos – Bragança e Guarda – vigora desde as 09:18 de hoje até às 23:00 de segunda-feira, período que também se aplica a Castelo Branco e Portalegre.

Os outros cinco distritos, designadamente Évora, Beja, Santarém, Lisboa e Setúbal, estão sob aviso vermelho até às 23:00 de hoje, de acordo com informação do IPMA.

Os restantes nove dos 18 distritos de Portugal continental, nomeadamente Viseu, Porto, Faro, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga, estão sob aviso laranja (o segundo mais grave), a maioria até às 23:00 deste domingo.

O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.

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