O fogo continua a mobilizar o maior esforço operacional no país, incluindo meios enviados através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil
O incêndio de Vouzela, no distrito de Viseu, já queimou cerca de 13 mil hectares e continua a ser o mais preocupante em Portugal, disse este sábado o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, citado pela Lusa.
Apesar da complexidade da operação, a frente ativa que mais preocupava as autoridades no concelho, na zona de Cercosa, em Campia, começou a dar sinais de cedência ao início da noite, segundo o presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira.
“A frente de Cercosa era a mais preocupante no concelho e acabou por ser. O incêndio esteve perto da aldeia, mas não foi preciso evacuar e conseguimos contornar”, afirmou o autarca à Lusa, sublinhando que o fogo ainda não estava controlado.
O incêndio começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, na freguesia de Cambra, e propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, no distrito de Viseu, e também a Águeda, no distrito de Aveiro.
Segundo a Proteção Civil, o combate ao fogo “está a ser positivo”, mas o vento forte previsto a partir da noite pode dificultar as operações. Mário Silvestre alertou que o sucesso registado durante o dia não elimina o risco de “um revés” devido às condições meteorológicas.
O incêndio concentra os meios enviados através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, incluindo 118 operacionais, 43 veículos e um avião Canadair de Espanha. Dois aviões Canadair de Itália deverão começar a operar no domingo, depois de chegarem à base aérea de Beja.
Ao longo do dia foram registados feridos ligeiros, incluindo um bombeiro por inalação de fumo, um civil e um sapador. Desde o início do incêndio, há ainda registo de dois feridos graves, segundo a Lusa.
As chamas destruíram na sexta-feira uma fábrica de componentes de madeira e biomassa em Vouzela, além de aviários e animais, estando ainda por contabilizar a totalidade dos danos.
Pelas 20:45, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil indicava que estavam no terreno 1.291 operacionais, apoiados por 426 veículos e seis meios aéreos.
A Proteção Civil apelou ainda à população para cumprir as instruções das autoridades, evitar estradas próximas das zonas de incêndio e não utilizar drones, uma vez que estes obrigam à suspensão dos meios aéreos.
