Incêndio em Alijó lavra com "bastante intensidade". A4 reaberta nos dois sentidos

Tânia Rei | Pedro Monteiro , Atualizada às 19:30
23 jul, 17:27

Estrada Nacional 15 também foi cortada por prevenção

Um incêndio que deflagrou na tarde deste sábado, na freguesia Vila Verde, concelho de Alijó está a ser combatido por mais de 160 operacionais e 46 viaturas, num fogo que está a lavrar com "bastante intensidade". Chegaram a estar 10 meios aéreos no combate às chamas, acabando por recolher com o cair da noite.

De acordo com a mesma fonte "não há habitações em perigo". A Autoestrada A4 e a Estrada Nacional 15 tiveram de ser cortadas em ambos os sentidos entre os nós do Pópulo e de Justes, um corte que foi feito por "prevenção", já tendo sido reabertas entretanto.

“O incêndio ainda está a arder com bastante intensidade, tem um flanco que já está a ceder aos meios. O perigo maior e onde estamos a meter mais meios e os meios aéreos estão a fazer mais descargas é na área entre as aldeias de Perafita e Vila Verde devido a um grande povoamento de pinhal”, disse à agência Lusa o segundo-comandante distrital de operações de socorro de Vila Real, Artur Mota.

O responsável disse que o objetivo é travar o fogo na Estrada Nacional 15 (EN15) antes, precisamente, desta mancha florestal.

“A ideia é acalmar o fogo agora, durante o dia, para depois o combater à noite”, salientou, apontando o vento muito forte e o combustível muito seco como as grandes dificuldades que se sentem no terreno.

Segundo explicou, o flanco esquerdo do incêndio “está a bater numa área de rede primária”, onde estão posicionadas máquinas de rastos, enquanto no “flanco direito se está a meter mais atividade de combate para evitar que ele passe para a tal zona de pinhal”.

O alerta para este incêndio foi dado pelas 16:00 e verificou-se, de imediato, uma grande projeção de meios para o terreno.

“Tínhamos dois grupos preposicionados, tínhamos algum pessoal que estava a fazer vigilância ao incêndio de Murça e que mobilizamos logo para Alijó”, disse, referindo-se ao fogo que lavrou durante cinco dias no concelho vizinho.

Meios que estavam estacionados em Murça nas operações de rescaldo do incêndio que lavrou naquela região na última semana transitaram já para Alijó, para ajudar ao combate.

Portugal continental deixou de estar na quinta-feira em situação de alerta devido ao risco de incêndio, mas todo o dispositivo da Proteção Civil está no terreno com a capacidade máxima e a situação volta a ser reavaliada no próximo domingo.

Antes de terem entrado, na passada segunda-feira, em situação de alerta (nível mais baixo), Portugal continental tinha estado durante sete dias em situação de contingência, segundo nível de resposta previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, devido ao risco extremo de incêndios.

Entre 8 e 22 de julho, arderam em Portugal cerca de 45 mil hectares de florestas, num total de 58 mil desde o inicio do ano, a maior área ardida desde 2017 e a segunda maior década.

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