Serra de Sintra e monumentos encerrados até sexta-feira. Bombeiros que estavam de férias regressaram

Agência Lusa , CF
11 jul, 14:56
Palácio da Pena, Sintra (Enrique Diaz / Getty)

Da reunião do gabinete de crise da autarquia saiu também a decisão de os Comandos e do Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz de fazer vigilância permanente na serra

O perímetro florestal da serra de Sintra e os monumentos que ali existem vão estar encerrados até sexta-feira, pelo menos, devido ao elevado risco de incêndio.

Segundo explicou à Lusa o autarca Basílio Horta (PS), a decisão foi tomada nesta manhã pelo gabinete de crise da autarquia e implica a proibição de circulação de pessoas e viaturas, estacionamento e permanência de viaturas no interior do perímetro florestal, excetuando-se os veículos de moradores e de empresas ali sediadas, de socorro, de emergência e da Proteção Civil.

Com o encerramento de todo o perímetro da serra de Sintra, no distrito de Lisboa, ficam encerrados, pelo menos até sexta-feira, também todos os monumentos que “têm a ver diretamente ou indiretamente com o espaço florestal”, nomeadamente o Palácio da Pena, dos Mouros, de Monserrate, a Quinta da Regaleira e o Convento dos Capuchos.

“Temos muita consciência deste momento de urgência que estamos a viver. Sintra é um concelho com peculiaridades porque temos uma zona rural extensa, uma zona florestal extensa e uma zona urbana extremamente concentrada. Portanto, temos problemas acrescidos que temos de encarar e resolver”, justificou o autarca.

Da reunião do gabinete de crise da autarquia saiu também a decisão de os Comandos e do Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz de fazer vigilância permanente na serra.

“Os nossos corpos de bombeiros estão totalmente mobilizados. As pessoas que estavam de férias voltaram todas. Temos grupos constituídos para atuar no espaço urbano, na serra e, portanto, há uma organização que está montada para um combate imediato e solidário, entre todas as corporações de bombeiros”, sublinhou.

Basílio Horta referiu ainda que o município de Sintra tem ao seu dispor um meio aéreo para combate aos incêndios, existindo já contactos para “a eventualidade de serem necessários mais”.

As medidas vão estar em vigor até sexta-feira, mas o autarca de Sintra admite a possibilidade de virem a ser prolongadas.

“Para já é até sexta-feira, que é o tempo da contingência, mas vamos seguir ao dia. Portanto, se for necessário prolongar prolongámos, evidentemente”, apontou.

A serra de Sintra integra uma região de proteção classificada sensível ao risco de incêndio florestal, caracterizada por um elevado número de visitantes, apontou a câmara municipal, reforçando que se torna fundamental acautelar a sua proteção, manutenção e conservação considerados objetivos do interesse público, de âmbito mundial, nacional e municipal.

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