Azeite, batatas, cenouras, cebolas... prepare-se para ver subir o preço de todos estes alimentos

4 ago, 08:24
Supermercado (Getty Images)
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Primeiro foram a seca e as temperaturas, agora são os incêndios. Um verão de extremos na Europa torna os aumentos inevitáveis

França está a ter o pior ano de sempre em incêndios, Espanha caminha no mesmo sentido e as chamas acabam de chegar à Grécia. Mesmo com países como Portugal ou Itália poupados de fogos tão catastróficos como naqueles países, há uma coisa que já parece quase certa: o preço do azeite vai subir e com ele vão subir tantos outros produtos.

É que grande parte da área ardida no Mediterrâneo até agora é de olival, o que vai ter um impacto natural na produção comunitária de um dos bens mais essenciais da cultura gastronómica daquela zona.

De resto, não são apenas os incêndios, mas também as temperaturas extremas - são já quatro ondas de calor em pouco tempo - e a seca.

E não é apenas o azeite. Citada pelo jornal The Guardian, a associação Légumes de France já avisou que centenas de toneladas de produtos avaliados em dezenas de milhões de euros foram perdidos. Entre eles estão alfaces, cenouras, alho ou cebola, sim, mas também azeitonas.

A produção em alguns locais deve até rondar metade do habitual, de acordo com os especialistas. Em grande parte, isso deve-se à quase ausência de chuva, com setores como o das bebidas a sofrerem do mesmo mal. Na região da Champanhe espera-se a colheita mais antecipada de sempre, com o início da vindima apontado para 15 de agosto.

Em Espanha, o Ministério da Agricultura já prevê uma queda da produção de cereais de 24 milhões para 18,5 milhões de toneladas. E isto numa previsão feita antes de incêndios como o de Madrid ou Ávila.

Também a União Europeia admite cortes dramáticos na produção, nomeadamente de girassol ou de milho, mas também de batatas e soja, o que vai ter também impacto nas indústrias transformadoras.

Mesmo que países como Portugal não estejam a atravessar um cenário tão extremo em termos de temperaturas ou incêndios, o facto de a União Europeia viver num mercado comunitário faz com que os preços devam subir também.

E se ainda não se sabe quanto ou quando, uma coisa sabe-se: em breve vamos ter de pagar mais por muitos destes produtos.

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