Incêndios: uma das frentes de Odemira evolui "favoravelmente"

Agência Lusa , MJC - atualizada às 18:40
18 set, 17:10
Incêndio na Covilhã (Miguel Pereira Da Silva/ Lusa)

Sete pessoas foram retiradas preventivamente de suas casas e levadas para o pavilhão da Escola EB2,3 de São Teotónio que “está preparado para receber” os moradores do local adetado pelo fogo

Uma das duas frentes ativas do incêndio que lavra no concelho de Odemira, no distrito de Beja, estava a “evoluir favoravelmente”, às 17:40, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo a mesma fonte do comando nacional de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) “o incêndio continua a desenvolver com duas frentes ativas”.

“Mas uma delas está a evoluir favoravelmente e a outra está ainda mais ativa”, acrescentou.

A fonte referiu que “o flanco direito” do fogo “está mais preocupante do que o esquerdo porque este está com trabalhos [de combate] a decorrerem mais favoravelmente”.

Segundo a página de Internet da ANEPC, às 17:55, o dispositivo contava com 237 operacionais no local, apoiados por 78 viaturas e oito meios aéreos.

Questionada pela Lusa sobre as casas evacuadas no lugar de Ourada, em que foram retiradas para São Teotónio sete pessoas, de duas famílias, por precaução, a fonte da ANEPC, confirmou a situação.

“Só temos essa situação, nesse grupo de casitas, em que as pessoas foram retiradas, por precaução, pela GNR”, disse, frisando também que, “até ao momento, não existe informação de casas ardidas”.

O alerta para o incêndio, que deflagrou na zona de Medronheira, na freguesia de São Teotónio, Odemira, foi dado às 12:05 e o combate à chamas já dura há seis horas.

As sete pessoas “retiradas preventivamente” das suas casas foram levadas para o pavilhão da Escola EB2,3 de São Teotónio que já estava “preparado para receber” os moradores que tiverem necessidade de ser retirados de casa devido ao fogo, disse à Lusa o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro.

“É o [local] que está preparado para receber as pessoas, com alimentação, local de estadia, tudo”, frisou o autarca.

Segundo Hélder Guerreiro, “para já, não há indicação de casas ardidas”, apenas de “evacuações que foi necessário fazer de forma preventiva”.

Em comunicado, publicado na página do município na rede social Facebook, o presidente da câmara alertou que, devido a esta “ocorrência significativa e com eventuais efeitos adversos para a população, poderá ser necessário recorrer aos meios e recursos do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil para o empenhamento em ações que se venham a justificar”.

“O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil está ativado desde 15 de setembro de 2020, no âmbito no âmbito da pandemia por covid-19”, lê-se.

 

E, em declarações à Lusa, o autarca disse que a Estrada Nacional 120 (EN120), que liga Odemira ao Algarve, “está interrompida no troço entre Boavista dos Pinheiros e São Teotónio”.

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Territorial de Beja da GNR, confirmou corte ao trânsito da EN120, porque “o fogo está mesmo junto à estrada” e foi necessário “garantir um perímetro de segurança e cortar” a via.

“As estradas alternativas são a Estada Municipal 502-1 e 502-2, do lado de São Teotónio”, enquanto, “do lado da Boavista dos Pinheiros, a alternativa é o caminho vicinal 1-9” informou a GNR.

Segundo o comando nacional de operações da ANEPC, “existem alguns pontos sensíveis” na zona do incêndio, que são, precisamente, “algumas habitações dispersas”.

“Há meios que já estão dispersos por esses pontos sensíveis para fazer a prevenção e proteção dos mesmos”, disse a fonte.

Na zona “faz-se sentir algum vento” e esse fator tem sido o que “está a dificultar” o combate”, porque, apesar de ser área de serra, “não é muito elevada” e até “tem bons acessos”.

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