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Governo garante que "não faltam" meios aéreos para combater incêndios. "O número é irrelevante, o que causa dificuldade são os acessos"

29 jul 2025, 14:34
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Ministra da Administração Interna diz que "a complexidade das operações do combate é tal que não ajuda nada estar a saber quantos meios aéreos temos, se faltam muitos, se não faltam muitos"

A ministra da Administração Interna garante que "não faltam" meios aéreos em Portugal para combater os incêndios que estão em curso, assinalando que "os números [de helicópteros] são irrelevantes" quando o que está em causa são as "dificuldades de acesso".

Em declarações aos jornalistas na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Maria Lúcia Amaral foi questionada sobre a notícia do Expresso, que dá conta de que faltam três helicópteros para combate aos incêndios.

"Dos incêndios que mais nos afligem neste momento, (...) o números [de meios aéreos] é irrelevante, porque o que causa dificuldade aos operacionais é o carácter extremamente acidentado da orografia, a dificuldade de acesso. Portanto, a complexidade das operações do combate é tal que não ajuda nada estar a saber quantos meios aéreos temos, se faltam muitos, se não faltam muitos", declara a ministra.

Maria Lúcia Amaral acrescenta que, "de facto, não faltam" meios aéreos no dispositivo de combate a incêndios. "O que dispomos na totalidade é de 75 ou 70, um pouco mais, e neste momento teremos imediatamente disponíveis 72", indica.

"É preciso compreender que intervir nestas circunstâncias pressupõe saber, estudo, estratégia, comando, direção, habilidade, dedicação e muito risco. É preciso ter muito reconhecimento pelo saber destas pessoas", diz, referindo-se aos bombeiros.

A ministra da Administração Interna falou numa altura em que Portugal tinha seis ocorrências significativas em desenvolvimento, com especial preocupação para o que vai acontecendo em Arouca, onde os acessos são muito complicados. Só esse fogo tem cerca de 600 operacionais destacados, havendo quatro meios aéreos a ajudar no combate.

As preocupações nacionais dividem-se ainda pelos incêndios de Penamacor, Ponte da Barca, Sever do Vouga, Tondela, Penafiel e Nisa, estando destacados cerca de três mil operacionais e 30 meios aéreos.

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