Incêndio em Carrazeda de Ansiães tem "uma extensão muito grande"

Agência Lusa , JS
19 ago, 17:06
Incêndio na Guarda (Miguel Pereira da Silva/Lusa)
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Chamas já consumiram cerca de três mil hectares de terreno, mas não há pessoas e bens em perigo

O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo tinha esta quarta-feira, pelas 14:00, uma frente ativa no concelho de Carrazeda de Ansiães, para onde se alastrou no domingo, estando o combate às chamas a evoluir favoravelmente.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, disse que o que mais preocupa neste incêndio é a frente entre Vilarinho da Castanheira e Seixo de Ansiães, mas não há pessoas e bens em perigo.

“Esta frente ativa tem já algumas interrupções e o combate parece estar a evoluir favoravelmente, mas [tem] uma extensão muito grande. A ver se nas próximas horas, dependendo das condições climatéricas, este problema fica resolvido”, indiciou o autarca social-democrata do distrito de Bragança.

João Gonçalves descreveu também que o fogo consumiu cerca de três mil hectares de terreno e há prejuízos agrícolas que agora têm de ser apurados.

“Os prejuízos agrícolas são muito avultados, porque estamos falar numa área de terreno muito extensa que entre os concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães deve ultrapassar os três mil hectares”, indicou.

De acordo com o também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro, há prejuízos em culturas como vinha, olival e sobreiros, e tudo isto será apurado no final do incêndio.

“Depois de se fazer um levantamento dos prejuízos [agrícolas] teremos de reportar ao Governo e aos respetivos ministérios para tentar obter alguma ajuda para estes produtores, porque para além da proteção das pessoas, também está arder a sua fonte de rendimento que é base da economia local”, sublinhou.

Este incêndio já dura há quatro dias e no local estavam, pelas 14:00, 511 operacionais, apoiados por 151 viaturas e três meios aéreos.

Entre os operacionais estão, além de bombeiros, elementos da GNR, Instituto da Conservação da Natureza (ICNF) e das Florestas, e militares do Exército e da Força Aérea Portuguesa que operam máquinas de rasto.

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