Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 02 de agosto. Duas pessoas já morreram
Mais de 3.700 operacionais combatiam pelas 07:16 desta quarta-feira cerca de quatro dezenas de incêndios, em Portugal continental. Os sete incêndios ativos mais preocupantes em Portugal continental são o de Arganil, que mobiliza quase 1600 bombeiros, apoiados por 537 viaturas e dois meios aéreos, de acordo com a Proteção Civil, o de Sabugal, que mobiliza 444 operacionais, 122 viaturas e um meio aéreo, o de Montalegre, com 308 operacionais e 104 viaturas, o de Tarouca, com 102 homens e 32 viaturas, o de Freixo de Espada à Cinta, com 190 homens e 63 meios, e ainda o de Mirandela, com 301 bombeiros e 104 viaturas e o de Trancoso, que já está em fase de resolução, mas ainda mantém no terreno cerca de meia centena de homens, com 16 viaturas.
O fogo de Arganil, no distrito de Coimbra, já atingiu três concelhos do distrito de Castelo Branco (Castelo Branco, Fundão e Covilhã). Também o incêndio florestal em curso no Sabugal, no distrito da Guarda, entrou durante a tarde de segunda-feira no concelho de Penamacor, no distrito de Castelo Branco.
Já as chamas que deflagraram em Mirandela (Bragança), no domingo, já chegaram a várias aldeias do concelho de Vila Flor, onde mantinham na terça-feira à noite uma frente ativa, mas a perder intensidade.
O segundo comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Ribeiro, indicou numa conferência de imprensa que até às 17:00 de terça-feira foram registadas “um total de 59 novas ocorrências”.
Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 02 de agosto.
Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual chegaram dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos fogos.
Segundo dados oficiais provisórios, até terça-feira arderam mais de 201 mil hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.
