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Covilhã avisa: "Incêndio está fora de controlo, pelo que se apela a toda a população para que se proteja"

Agência Lusa , MM
18 ago 2025, 07:23
Incêndio em Sernancelhe (Pedro Sarmento Costa/Lusa)
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Município alerta que perante a “violência e rapidez das chamas, os meios são manifestamente insuficientes para acorrer a todas as necessidades e o dispositivo no terreno terá de ter como prioridade defender pessoas e habitações”

A Câmara da Covilhã lançou, esta segunda-feira, um novo alerta às freguesias afetadas pelo incêndio que começou no Piódão, aconselhando a população a ficar em local seguro face à gravidade das frentes de fogo, que já entrou no concelho do Fundão.

“Face à extensão e gravidade da situação que se vive no concelho, a Câmara Municipal da Covilhã vem informar que o incêndio está fora de controlo, estando desenvolver-se numa área muito extensa e a partir de duas frentes (Erada e São Jorge da Beira), pelo que se apela a toda a população para que se proteja”, alerta a autarquia na rede social Facebook.

Na nota, o município alerta que perante a “violência e rapidez das chamas, os meios são manifestamente insuficientes para acorrer a todas as necessidades e o dispositivo no terreno terá de ter como prioridade defender pessoas e habitações”.

O incêndio que começou na madrugada de quarta-feira, em Piódão (Arganil), estendeu-se, depois, aos concelhos de Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra, também do distrito de Coimbra, bem como a Seia (Guarda) e Covilhã (Castelo Branco).

Mais de 80 concelhos do interior Norte e Centro e Algarve em risco máximo

Mais de 80 de concelhos do interior Norte e Centro e Algarve continuam em perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estão em perigo máximo de incêndio mais de 80 concelhos dos distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro.

O IPMA colocou também vários concelhos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Portalegre, Castelo Branco, Santarém. Évora, Beja e Faro em perigo muito elevado.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo este último emitido quando as condições meteorológicas, como calor extremo e baixa humidade, aumentam significativamente o perigo de ignição e propagação de incêndios.

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou o distrito de Faro sob aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, até às 18:00 desta segunda-feira.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 02 de agosto.

No domingo, a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, anunciou que a situação de alerta devido ao risco agravado de incêndio foi prorrogada até às 24:00 de terça-feira.

A situação de alerta, que teve início no dia 02 de agosto, tinha já sido renovada até às 24:00 de domingo, vigorando agora por mais 48 horas.

Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual deverão chegar, na segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios.

Segundo dados oficiais provisórios, até 18 de agosto arderam 185.753 hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.

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