Incêndio de Arouca é o que gera "mais preocupação". Povoações de Castelo de Paiva e de Arouca "em risco"

29 jul 2025, 19:43
Incêndio em Penamacor (LUSA)
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No briefing da Proteção Civil às 19:00 desta terça-feira, o comandante Mário Silvestre diz que este foi "o dia com mais ocorrências" no ano

Com mais de 130 ocorrências registadas até às 19:00 desta terça-feira, a Proteção Civil considerou esta terça-feira "o dia com mais ocorrências" para incêndios desde o início do ano. Na segunda-feira, à mesma hora, foram registadas 124 ocorrências.

Às 19:00 desta terça-feira, cerca de 2.750 operacionais, apoiados por 870 veículos e 29 missões aéreas, estavam a combater 17 incêndios em "estado elevado", adianta Mário Silvestre, comandante nacional de emergência e proteção civil, no briefing realizado na sede da Proteção Civil.

O incêndio de Arouca é o que gera "mais preocupação", porque "coloca em risco a povoação de Castelo de Paiva e de Arouca, principalmente", admite o comandante. "Neste momento, os ventos dominantes estão a empurrar o incêndio para a zona de Arouca e é lá que estão a ser concentrados todos os esforços do dispositivo de combate a incêndios", acrescenta.

"Estamos a tentar, de alguma forma, evitar que este incêndio possa afetar de forma significativa a povoação de Arouca", afirma o comandante.

O incêndio de Penamacor, que "estava relativamente estável às 12:00", voltou a abrir novas frentes de fogo por causa do vento. Mas "a situação está a normalizar", garante o comandante, admitindo que as autoridades têm "boas perspetivas" em relação ao seu combate.

Também o incêndio do Lindoso, que deflagrou no sábado, está novamente ativo e as chamas estão a abrir "em direção à zona da Serra Amarela, no concelho de Ponte da Barca.

Em Nisa, no Alto Alentejo, as autoridades combatem um incêndio que deflagrou pelas 15:00 desta terça-feira. O comandante Mário Silvestre espera uma "cabal resposta" a este incêndio durante a noite.

Até ao momento, há registo de 20 feridos ligeiros como consequência do combate aos incêndios, nomeadamente 14 bombeiros, três civis, dois elementos da Afocelca e um militar da GNR.

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