Da casa sobraram apenas as paredes
“A sorte foi a senhora estar no centro de dia”, conta Luzia Gama, moradora de Casal da Serra, em Castelo Branco. Dona Alice, com cerca de 80 anos, como é carinhosamente chamada pela população, não estava em casa quando na terça-feira, 19 de agosto, as chamas lhe invadiram a casa.
“Não sei se ela já sabe que a casinha dela ardeu”, explica a vizinha. Alice é mais uma vítima do maior incêndio registado em Portugal, no que à área ardida diz respeito.
Da casa sobraram apenas as paredes. Parte do telhado cedeu, assim como o primeiro piso. O que sobrou dos eletrodomésticos são o único vestígio que ali já existiu vida. Alice vive atualmente num lar e o que demorou uma vida inteira a conquistar perdeu-se no meio do pânico da população. “Não tínhamos meio suficientes aqui na aldeia quando o fogo aqui chegou. Eram poucos para dar conta de tudo”, aponta Luzia Gama.
Às 14:00 desta quinta-feira, 21 de agosto, continuavam no combate ao incêndio que começou no Piódão, Arganil, mais de 1600 operacionais, apoiados por 542 viaturas e 15 meios aéreos.
