Marcelo sobre os incêndios: “A situação que estamos a viver não tem comparação com a de 2017”

CNN , MM
22 ago 2025, 11:29
Marcelo Rebelo de Sousa (José Sena Goulão/Lusa)

REVISTA DE IMPRENSA || Em resposta a perguntas enviadas pelo jornal Nascer do Sol, o Presidente da República reitera o que disse no funeral do bombeiro da Covilhã que morreu quando se dirigia para o combate ao fogo. Apesar da área ardida e da existência de três vítimas mortais este ano, recusa qualquer paralelo com o que se viveu em 2027

Perante as declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no funeral do bombeiro da Covilhã que morreu no despiste de um carro de bombeiros que se dirigia para o combate ao fogo, em que afirmou não haver “paralelo entre a situação que estamos a viver e o que se passou em 2017”, o jornal Nascer do Sol decidiu confrontar Marcelo com duas questões escritas:

1 - Em 2018, o Senhor Presidente disse que, se o Estado voltasse a falhar na prevenção e combate aos fogos como falhou em 2017, terminaria o seu mandato em Belém e não concorreria a um segundo mandato. Encontrando-se agora no último ano do seu segundo mandato, não sente que está tudo na mesma?
2 - Se o que está a passar-se tivesse ocorrido em 2018, 2019 ou 2020, teria sido candidato em 2021?

O Presidente respondeu por telefone e precisou: “Na altura, o que eu disse foi que, se o Estado voltasse a falhar na defesa das vidas humanas e houvesse uma nova tragédia, eu não seria recandidato”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta que “muita coisa mudou” no combate aos fogos, “nomeadamente na estratégia de combate aos incêndios: até 2017, nós tínhamos um combate às frentes de fogo florestais, privilegiando a defesa da floresta; a partir daí, passámos a ter uma estratégia que privilegia a defesa das vidas humanas, dos animais e do património em primeiro lugar”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa é essa estratégia que faz com que “no quadro do que existe até hoje, não há paralelo com o drama de 2017”, salvaguardando, porém, que “ainda falta o resto de agosto, setembro e outubro”.

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