Costa cancela visita oficial a Moçambique por causa do agravamento "muito sério" do risco de incêndio

9 jul, 20:59
António Costa no debate parlamentar da AR (Mário Cruz/ Lusa)

Nova data está a ser preparada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países. Primeiro-ministro quer estar "permanentemente disponível no país”

O primeiro-ministro cancelou a a visita oficial a Moçambique, prevista para os próximos dias 11 e 12 de julho, "de modo a estar permanentemente disponível no país", perante o agravamento "muito sério" do risco de incêndio rural nos próximos dias.

“Face às previsões meteorológicas que indicam um agravamento muito sério do risco de incêndio rural nos próximos dias, especialmente entre domingo e quarta-feira, o primeiro-ministro cancelou a visita oficial a Moçambique, prevista para os próximos dias 11 e 12 de julho, de modo a estar permanentemente disponível no país”, lê-se num comunicado hoje divulgado pelo gabinete de António Costa.

O gabinete de António Costa informa ainda que contactou telefonicamente o Presidente Filipe Nyusi explicando pessoalmente esta situação. "Os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países agendarão nova data com a maior brevidade possível".

A decisão do primeiro-ministro foi tomada após o Governo ter decidido este sábado declarar a situação de contingência entre segunda e sexta-feira, permitindo que a Proteção Civil mobilize “todos os meios de que o país dispõe” para combater os incêndios, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.

“Os ministros da Administração Interna, Defesa Nacional, Ambiente e Alterações Climáticas, Agricultura e Alimentação e da Saúde decidiram avançar com a declaração da situação de contingência, que vigorará entre os dias 11 e 15 de julho […]. Isto significa que temos condições de cariz preventivo para podermos ativar automaticamente e preventivamente todos os planos de emergência e proteção civil em todos os níveis territoriais”, disse José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna.

Segundo o ministro, que falava numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, no concelho de Oeiras (Lisboa), após se reunir com os restantes governantes, por enquanto mantém-se a situação de alerta decretada pelo Governo na quinta-feira, uma vez que as previsões apontam que os piores dias serão segunda, terça e quarta-feira.

 

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