Incêndio em Vinhais sofre forte reacendimento e ameaça habitações. Várias pessoas retiradas de casa

Tânia Rei , JM - com Lusa
2 set 2024, 18:35

O incêndio em Rebordelo, Vinhais, que parecia controlado, reacendeu na tarde desta segunda-feira, mobilizando 270 operacionais e vários meios terrestres e aéreos

O incêndio deflagrado domingo em Rebordelo, Vinhais, sofreu um reacendimento considerado forte pelos bombeiros, depois de ter sido dado como dominado durante a madrugada.

As chamas encontram-se a ser combatidas por 308 operacionais, apoiados por 111 meios terrestres, tendo os meios aéreos desmobilizado. Todos os meios deslocaram-se rapidamente para o local, até porque já esperavam um potencial reacendimento.

O fogo, que reacendeu numa zona de mato, encontra-se perto da aldeia de Nuzedo de Baixo, na freguesia de Vale das Fontes, onde se começa a aproximar de algumas habitações.

O presidente da Câmara de Vinhas, Luís Fernandes, afirmou esta segunda-feira que o incêndio já consumiu pelo menos 650 hectares de mato, floresta e área de cultivo, sobretudo castanheiro, vinha, amendoal e alguns apiários.

"Evoluiu de uma forma muito rápida devido ao calor, mas, sobretudo, ao vento, que trouxe o incêndio para muito perto da aldeia", explicou à CNN Portugal Luís Fernandes, confirmando a retirada de várias pessoas do local.

Com o vento "fora do controlo", o autarca admitiu que podem ser retiradas mais pessoas, indicando que o principal foco é garantir a segurança da população e das habitações. "É uma situação que nos preocupa muito", confessou.

“Esperamos que com o cair da noite, apesar da retirada dos meios aéreos, com a diminuição da temperatura e o vento a amainar as coisas melhorem”, acrescentou.

O incêndio que começou no domingo em Rebordelo, Vinhais, distrito de Bragança, obrigou a que durante a noite cerca de 70 habitantes de Nuzedo de Baixo tenham sido colocados no centro da aldeia, por precaução.

“Uma das frentes aproximou-se muito e rodeou toda a aldeia de Nuzedo de Baixo. Como forma preventiva, foi ativado o plano Aldeia Segura Pessoas Seguras, que consistiu no confinamento das pessoas num local seguro, no centro da aldeia. Foi uma situação momentânea, por precaução. Quando a frente de fogo foi extinta, as pessoas regressaram às suas habitações com normalidade”, explicou à Lusa o comandante João Noel Afonso, do Comando Sub-Regional das Terras de Trás-os-Montes.

Apesar de dominado durante a noite, mantiveram no local todos os meios no terreno, incluindo os aéreos, para ajudar a consolidar pontos quentes que ainda existem.

Apesar desta medida, as chamas reacenderam esta tarde.

O fogo começou às 16:21 de domingo e chegou a ter três frentes ativas. Às 14:50 desta tarde, de acordo com a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, permaneciam no local 257 operacionais, 89 viaturas e dois meios aéreos.

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