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Autarca de Vila Real pede reforço de meios para combater o fogo: "Vai ser uma noite de muito trabalho"

CNN Portugal , MJC
10 ago 2025, 22:22
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"Mais uma vez este fim de semana, o distrito de Vila Real estava sob aviso vermelho, teria sido desejável que os meios estivessem pré-posicionados", diz Alexandre Favaios

O presidente da Câmara de Vila Real considera que os operacionais que estão no combate ao incêndio que lavra no concelho “são insuficientes” e pediu ao Governo um reforço de meios para acabar com a calamidade. "Vai ser uma noite de muito trabalho, nomeadamente nas zonas de Lordelo e Ramadas. O fogo está efetivamente à porta destas aldeias. Precisamos de um aumento do número de meios e também de refrescar aqueles que estão no terreno. Os homens estão extenuados", disse Alexandre Favaios.

"Quase há dez dias que vemos este flagelo. Os danos são irreparáveis e incalculáveis. Aquilo que nós percebemos é que os meios era insuficientes face à extinção do incêndio", afirmou à CNN Portugal. "Mais uma vez este fim de semana, o distrito de Vila Real estava sob aviso vermelho, teria sido desejável que os meios estivessem pré-posicionados. Teria sido desejável que tivéssemos solicitado ajuda aos nosso parceiros europeus."

O autarca deixa também um apelo "ao Governo para que, finalmente, faça tudo o que está ao seu alcance para dar paz a estas populações que nos últimos dias estiveram sempre em sobressalto".  Alexandre Favaios diz que "sem esse reforço claramente esta calamidade não vai terminar”.

Um incêndio que começou no dia 2 em Sirarelhos, entrou em resolução na quarta-feira, reativou-se no sábado à noite e está hoje a colocar em risco as localidades de Relva, Borbela e Lordelo, próximas da cidade de Vila Real.

O presidente da Câmara deixou um agradecimento a todos os que estão a combater o fogo no terreno, mas salientou que "claramente, se percebe que as populações estão a ser profundamente afetadas por este incêndio”.

No distrito arderam algumas casas devolutas e também armazéns. Houve também várias pessoas retiradas das suas habitações, por exemplo nas aldeias de Muas e Relvas. "A maior parte das pessoas tinham retaguarda familiar e neste momento estão em segurança. Outras foram deslocalizadas para a junta de freguesia, já com devido apoio. Agora estamos a fazer a avaliação para perceber se podem voltar às suas casas" ou se precisam de um lugar para pernoitar.

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