Autarca de Vila Real apela à população para se autoproteger: "as condições são propícias para que o incêndio avance" com o aproximar da noite

Agência Lusa , CF
21 ago, 19:18

Com "meios humanos e materiais finitos" e uma extensão "brutal" do incêndio, com vento a soprar em várias direções, o presidente da Câmara de Vila Real reforça o apelo à população: "muita atenção para nunca, em caso algum, se colocar em risco de vida e, sempre que possível, proteger também os seus bens"

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, fez um apelo às populações para se autoprotegerem devido ao incêndio que deflagrou este domingo na Samardã, serra do Alvão, e lavra em três frentes com grande intensidade.

“E com o aproximar da noite deixo aqui um apelo. Não é possível a GNR, os bombeiros, a PSP, o ICNF estarem em todos os lados ao mesmo tempo, as frentes são múltiplas e deixo aqui um apelo à população para se autoproteger, para ter muito cuidado, muita atenção para nunca, em caso algum, se colocar em risco de vida e para, sempre que possível, proteger também os seus bens”, afirmou Rui Santos, num ponto de situação do incêndio pelas 18:00.

O autarca salientou que, com o aproximar da noite, a sua preocupação “é grande”.

“Eu vejo que os meios humanos e os meios materiais são finitos, a extensão deste incêndio é, como se vê, brutal, o vento sopra a uma velocidade muito elevada e em diferentes direções, as condições são propícias para que o incêndio avance. Volto a reforçar um apelo para que todos tenham cuidado”, sublinhou.

O autarca disse que há três frentes de incêndio, uma a caminho do concelho de Vila Pouca de Aguiar, outra da freguesia de São Tomé do Castelo e Justes e outra ainda a caminho da cidade de Vila Real.

“Há algumas aldeias que nos merecem muita preocupação, a noite está-se a aproximar, os meios aéreos têm sentido dificuldade em atuar com precisão, até porque o fumo não o permite”, referiu, adiantando ainda que estão “preparados para todos os cenários, se for necessário haver evacuações”.

Segundo Rui Santos, este “incêndio começou logo pela manhã, com quatro pontos de ignição, teve uma frente inicial de cerca de três quilómetros, uma progressão muito, muito rápida”.

“As condições meteorológicas, como o vento, o calor, mas também os materiais muito secos permitiram que esse crescimento do fogo fosse com uma rapidez inaudita”, frisou.

Segundo o `site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção (ANEPC), para o local estavam mobilizados, pelas 18:30, 365 operacionais, 106 viaturas e dois meios aéreos.

“Os meios nunca chegam dada a dimensão deste problema, mas são os meios que temos, os meios são finitos. E todos nós somos agentes de Proteção Civil. Todos nós temos a obrigação e dar uma ajuda, nem que não seja mais do que nos protegermos a nós próprios e essa já é uma ajuda importante para aqueles que trabalho ao incêndio de possam centrar naquilo que é a sua função principal, que é extinguir o incêndio”, salientou.

Esta zona foi atingida por grandes incêndios em 2005 e em 2013.

“Não é por acaso que hoje, um dia com este vento, com esta temperatura, em que o país está em estado de alerta, não é por acaso que este incêndio surgiu com quatro ignições espaçadas, mas todas na mesma área”, afirmou Rui Santos.

Relacionados

País

Mais País

Patrocinados